RESENHA: QUEM É VOCÊ, ALASCA? – JOHN GREEN

alaska

  • Páginas: Existem várias edições, o meu tem 192;
  • ISBN: 9788580575675;
  • Autor: John Green;
  • Data de Publicação: 3 de março de 2005;
  • Ano da Edição: 2014;
  • Gênero: Ficção, Ficção Juvenil;
  • Idioma Original: Língua Inglesa;
  • Idioma: Português;
  • Formato: Físico e E-book;
  • Classificação: 4,5/5 estrelas;
  • Marca: Intrínseca;

SINOPSE:

Miles Halter, um adolescente que leva uma vida sem graça e sem muitas emoções na Flórida. Ele tem um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história. E uma dessas personalidades: François Rabelais, um escritor do século XV, que disse no leito de morte que ia em “busca de uma Grande Talvez”. Para não ter que esperar o próprio fim para encontrar a sua Grande Incógnita, Miles decide fazer as malas e partir.

Ele vai para um colégio interno no ensolarado Alabama, onde conhece seu colega de quarto Chip Martin ou “Coronel”, o Takumi, amigo do Coronel e a inteligente, engraçada, louca e incrivelmente sexy, Alasca Young. Em Culver Creek, com bebidas, fumos e trotes, Miles, descobre um pouco da sua Grande Incógnita.

Alasca tem em seu livro preferido, O general em seu labirinto, de Gabriel García Márquez, a pergunta para a qual busca incessantemente uma resposta: “Como vou sair desse labirinto?” Miles se apaixona por Alasca, mesmo sem entendê-la e sabendo que ela namora.

Minhas Considerações:

QEVACAPAS

Quem é você Alasca?
Não, essa não é pergunta que vem me perturbando depois que li o livro.
E sim, “Porque você fez isso, Alasca?”

E antes de qualquer coisa a mais, eu gostaria de compartilhar com vocês, o desespero de ao acaso, ter aberto o livro “naquela parte” (que se você não leu, não vai saber, ou talvez, vá, porque spoilers por ai e tudo o mais ).

Sim, foi desestimulante na hora, mas depois eu senti aquele impulso de “eu preciso descobrir porque demônios, ela chegou a isso”.

Em tempos onde todo mundo estava (ou está), muito ouriçado para ler Cidades de Papel, por causa do filme, eu queria ler o livro da Alasca. Mesmo sabendo, que na verdade, é o livro do Miles. E essa vontade não nasceu da vontade contrariar o mundo, como me é bastante comum, ás vezes. Na verdade duas citações da Alasca foram responsáveis por esse sentimento.

“A neve pode estar caindo sobre o inverno da minha desesperança, mas pelo menos não me faltará sarcasmo.”

“Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer.”

Duas citações aleatórias que me fizeram querer saber mais sobre quem disse elas (no caso, não o John Green, mas sim a Alasca).

E eu posso estar errada ao dizer isso, mas, quem era a Alasca? Só uma adolescente inteligente, sarcástica, corajosa, intensa e um pouco mais triste do que as outras. Ela parecia fria, distante mesmo. Ela parecia saber o efeito que causava nas pessoas e parecia indiferente a isso, mas nunca saberemos se isso é de fato verdade, ou o qualquer outra coisa na cabeça da garota. Porque lembrem-se o livro é o livro do Miles e tudo sobre a Alasca era baseado só no que os olhos dele alcançavam, e diga-se de passagem, eram os olhos do amor. E todo mundo sabe que o amor nubla o julgamento das pessoas.

Agora, sobre o Gordo. Ah, Gordo. (No meu livro é Bujão. Mas enfim.)

O garoto que tinha como hobby decorar ultimas palavras. Gostava de biografias, mas não das obras dessas mesmas pessoas. Ele não tinha amigos na última escola, e por mais que ele diga que não, o ‘Grande Talvez’, que ele foi buscar, envolvia ter amigos, ser alguém, descobrir-se. Todos os grandes dilemas adolescentes. Então, ele conhece Chip, Takumi e Alasca. ISSO. PRONTO. AMIGOS. Amigos um pouco mais loucos que o normal, mas que na minha humilde opinião, são só mais adolescentes querendo encontrar seu lugar no mundo, se encaixar, se impôr, criar próprios valores, etc e tal. Então. ele se apaixona pela garota (que está quase num pedestal Rockstar), e ela tem um namorado (amores impossíveis, hu-hum, só motiva as pessoas a quebrarem a cara, aparentemente, voluntariamente, mas o que eu sei?).

Voltando. Os caras ricos do colégio interno aprontam com o Miles, para se vingar do Chip (se aprontar é um boa definição para: imobilizar um cara e jogar na água, mas de novo, o que eu sei? Vai que nas gringa isso é normal. Nunca se sabe, mas se for, acho que vou ficar no Brasil, por um tempo). Então, começa o plano de vingança deles. Eles se vingam numa mega operação. Alasca tenta arranjar uma namorada pro Miles, ele vomita em cima da garota, tem umas conversas e citações profundas aqui e ali, o Gordo consegue o tão esperado beijo da Alasca e então, sim, meus queridos, aquilo acontece.

A segunda parte do livro é baseada na pergunta que vale um milhão de dólares: Porque, Alasca?

O Gordo e o Coronel, tentam descobrir porque ela fez aquilo e acabam quase se isolando do resto dos amigos para tentar entender e provar que não, a amiga deles não faria isso de propósito. Ou será que faria? Ou mais importante: o que eles poderiam ter feito para que o desfecho fosse diferente?

“Rápida e diretamente. Rápida e diretamente. Para fora do labirinto.”

São tantas perguntas.

Mas esse é o tipo de livro: Ame ou Odeie.

Ele me deixou triste e pensativa por uns dias, pensando sobre a vida, sobre o que eu faria no lugar dela.

Mas Alasca é, sem sombra de dúvidas, uma personagem impressionante. Um pouco imprevisível, controversa, um pouco bipolar, talvez, mas mesmo assim, impressionante.

Bom, é um livro do Sr. Green e todo mundo sabe o que ele gosta de fazer com os personagens, e pra quem não sabe, esse é o primeiro livro dele e é tão diferente de “A Culpa é das Estrelas”, como poderia ser. É um bom livro, eu gostei, tipo, mesmo odiando certas coisas e odiando os personagens em alguns momentos. É um romance, mas não é um livro cheio de romance. Acho que é mais sobre como lidar com ser você mesmo, enquanto está descobrindo quem você é. Sobre crescer, aceitar as consequências das escolhas alheias e das próprias e que nem tudo na vida tem ou precisa de uma explicação.

Se eu pudesse dizer qualquer coisa aos personagens, seria que a culpa não foi deles. Alasca estava tão perdida na dor que ela guardou por tanto tempo, que isso estava sufocando ela, ou aquela dor, só esperando uma hora para sair, e bem, ela saiu. E o problema era com ela, a escolha era só dela, de tentar ou não colocar tudo pra fora e tentar, não superar, mas seguir em frente, apesar da dor. Embora, eu ache, que eles também não me ouviriam.

Enfim…

Apenas, leiam 😉

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5 comentários sobre “RESENHA: QUEM É VOCÊ, ALASCA? – JOHN GREEN

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