RESENHA: LIKE GRAVITY – JULIE JOHNSON

like gravity

  • Páginas: 316;
  • ISBN: 9780991311316;
  • Autor: Julie Johnson;
  • Data de Publicação: 24 de Agosto de 2013
  • Gênero: New Adult;
  • Idioma Original: Língua Inglesa.
  • Formato: E-book;
  • Classificação: 4/5 estrelas.
  • Você encontra na Amazon;

SINOPSE:

Brooklyn “Bee” Turner, vinte anos, está acostumada a tristeza. Depois de testemunhar o assassinato brutal de sua mãe aos seis anos, Brooklyn é fechada, danificada, e – sob todos os aspectos – uma cadela. E é apenas o jeito que ela gosta disso, se significa manter todos no comprimento do braço.
Quando ela tropeça, literalmente, em Finn Chambers – conquistador do campus feminino e o vocalista de uma banda local – ela está despreparada para a sua persistência em fazer amizade com ela, e para a atração perigosa que ela começa a sentir por ele.
Porque com Finn, ela sabe que seria mais do que apenas sexo.
Mais do que apenas amizade.
E talvez ainda mais do que simplesmente amor.
Quando uma presença sinistra de seu passado ressurge, Brooklyn será empurrada para seu ponto de ruptura. Pela primeira vez em 15 anos, ela vai enfrentar tanto a sua dor como suas memórias, enquanto ela joga um jogo mortal de gato e rato com um inimigo inesperado.
Porque às vezes, os demônios que devemos enfrentar não estão apenas no interior…

*** Like Gravity (Como a gravidade) é um novo romance autônomo de suspense destinado ao público acima de 17 anos ***

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

finn bee

Like Gravity foi o tipo de livro que me fez ficar pensando se o livro era previsível demais ou era eu quem tinha ‘as manha’. Ou no caso, se o problema era eu.

Gostei da Brooklyn de cara, eu lembro de ter falado em dado momento do livro: eu sou a Brooklyn (meio segunda série isso, eu sei e não me orgulho), então me lembrei que tenho pais e nenhum Finn, pois é, eu não era ela mais. Mas meus problemas psicológicos á parte, a Brooklyn como personagem, é umas das melhores que eu já tive a oportunidade de ler. A personalidade sarcástica dela me ganhou. Na verdade, ela já me ganhou no prólogo, com apenas seis anos. O que ela fez, a coragem dela? Não sei se com seis anos qualquer um tem isso em si.

“O que eu não disse, durante todas essas semanas de silêncio, foi que nenhuma quantidade introspecção repararia o meu passado. Não havia mágico Band-Aid que eu pudesse colocar no meu coração, não tinha cola especial que eu poderia usar para tornar-me inteira novamente. Eu era quebrada em pedaços como um vaso frágil no concreto; alguns fragmentos poderiam ser grosseiramente remendados novamente, mas muitas das minhas partes vitais tinham simplesmente tinham virado pó, pulverizadas e dispersas pela primeira rajada de vento.”

Então, depois de ver o assassinato da mãe, ela cresce com um pai ausente (e idiota), e não consegue criar laços com as pessoas, exceto com a melhor amiga, Lexi, que praticamente, forçou-se na vida dela. Elas vão para a faculdade juntas e um dia enquanto elas caminham para a aula, Lexi, resolve perseguir um cara que aparentemente é a sensação do campus e acaba jogando a amiga em um hidrante (literalmente), e então temos Finn. Ah, o nosso herói, o famigerado badboy, jaqueta de couro e tudo. Que por acaso, era apenas o cara que Lexi estava perseguindo quando jogou a amiga no hidrante e também o cara que vem ao socorro de Brooklyn.

Mas então, ele é meio idiota com ela e começa-se aquela parte de todo livro que tem um cara ‘pegador’. Ela sabe que ele é: A estrela Irmanstituta de cada fantasia! Palavras de Lexi, não minhas. E ela já muito traumatizada, porém nada santa, porque ela também é a mina dos casos de uma noite, onde ela sempre é a que sai sorrateiramente, se recusa a gostar do cara. Mesmo que ele já tenha dado sinais que é um cara legal e quer ser amigo dela (ok, todo mundo sabe o que isso realmente significa, mas ainda sim), ele até levou ela para ver vaga-lumes, caramba.

Só que o problema da Brooklyn não é só esse, claro que não. Ela nunca contou para ninguém sobre o que aconteceu na infância dela, ela mal se lembra do que aconteceu depois da perda da mãe e ela tem pesadelos daquela noite, todos os dias.

Quebrada, é o que define.

“Seja paciente com ela. Ela é emocionalmente retardada”

Ainda sou da opinião que por mais terrível que sejam esses passados tristes, dividir é o melhor começo para começar a se curar e seguir em frente, porém acho que se todos os livros fossem fáceis assim, eu seria uma adepta de quebra-cabeças.

Mas então, algumas coisas estranhas começam a acontecer com ela, ela começa e receber telefonemas onde ninguém responde, um buquê de rosas negras aparece misteriosamente em seu quarto e ela tem a sensação de estar sendo perseguida, além de ter começado a ter sonhos com um garoto que ela não se lembra. Tudo isso enquanto ela fica lutando consigo mesma e com Finn, para não se apaixonar por ele.

A verdade é que a história é boa, mas eu já tinha juntado todos os pontos antes dela e isso me deixou meio decepcionada na hora, mas claro que eu ia continuar lendo só pra ver a fofura do Finn.

Its-like-gravity...

“Eu nunca senti nada como isso antes, e eu sei que você sente isso também”, ele disse, em voz baixa. “É inegável – como uma força magnética. Como a gravidade. E não é algo que eu posso controlar, ou alterar, ou parar. Apenas é.”

Eu disse que tava numa maré de mocinhos fofos? Pois é.
Finn, assim como Travis Maddox e tantos outros, acaba como o badboy reformado.

“Mesmo quando eu não estou com você, eu posso me sentir sendo puxado para onde quer que esteja, como se uma corda física estivesse nos conectando. E isso não vai embora; por nada, está ficando mais forte quanto mais tempo eu passo com você.”

Mas, o final acabou se superando, pelo menos para mim. No meio de todo o caos de uma história assim (essa sou eu tentando não dar spoilers), Brooklyn acabou sendo a heroína de si mesma. Enquanto meu lado menininha torcia pra que Finn derrubasse aquela porta e salvasse o dia, a Bee me surpreendeu e salvou a si mesma. Não só no final, mas antes disso, quando tinha seis anos e quando resolveu procurar ajuda.

Esse é o tipo de livro que a feminista em mim, acha que algumas garotas precisam ler pra sacar que não, você não precisa do cara no cavalo branco pra chegar a galope e te resgatar das garras do Rumpelstiltskin, você pode salvar a si mesma, mas você NÃO precisa deixar de acreditar no mocinho, porque muitas vezes você pode salvar a si mesma pra poder ficar com ele no final.

“Ela não espera por um príncipe para matar o dragão. Talvez ela se salva, e no final, vai embora em seu próprio maldito pôr do sol.”

Enfim, é isso, espero que vocês gostem do livro tanto quanto eu gostei, embora, talvez eu tivesse mudado algumas coisas, mas Julie Johnson é uma autora que tem, definitivamente outros livros dentro da minha enoooorme lista para ler 😉

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3 comentários sobre “RESENHA: LIKE GRAVITY – JULIE JOHNSON

    • Carolina disse:

      Eu soube que um grupo de fans disponibilizou a tradução, então acho que é só jogar no google o nome do livro em servidores como o minhateca, blogs de livros em pdf ou algo assim que você consegue achar 😉

      Curtir

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