RESENHA: GOING UNDER – S. WALDEN.

GOING UNDER

  • Páginas: 334;
  • ISBN: 9781301179404;
  • Autor: S. Walden;
  • Data de Publicação: 14 de Março de 2013;
  • Gênero: New Adult;
  • Idioma Original: Língua Inglesa.
  • Formato: E-book;
  • Classificação: 5/5 estrelas.
  • Você encontra na Amazon;

SINOPSE:

Brooke Wright tem apenas dois objetivos em seu último ano da High School Charity Run: ficar fora de problemas e aprender a perdoar-se pelo passado. Perdão, prova indescritível, e problemas, a encontram de qualquer maneira quando ela descobre um clube secreto na escola ligado à morte de sua melhor amiga. Ela descobre que os membros da equipe de natação participam de uma liga chamada, Liga da Fantasia de Vagabunda, marcando pontos para os seus atos sexuais com garotas inocentes. Brooke, assolada pela culpa sobre a morte de sua amiga, decide se infiltrar na liga, tornando-se uma das garotas inocentes e planeja vingança sobre os garotos que roubaram sua melhor amiga. Um inesperado romance complica seus planos, e sua busca obstinada da justiça a torna imprudente quando ela subestima o quão longe os garotos vão para manter seu clube de sexo em segredo.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

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Esse livro não é um livro fácil.

Não é um livro de romancezinho.

E provavelmente vou dar spoilers, mas não muito mais do que a sinopse nos da.

Eu não sei se eu mesma tenho problemas com culpa ou se eu sempre sinto demais, mas esse livro foi/é difícil pra caramba.

Eu sei que ele não é intitulado ou popularmente conhecido como ‘dark’ (que sim, está muito na moda), mas se eu pudesse descrever ele com uma palavra seria, sim: escuro.

A sinopse já diz que não é um livro fácil, mas existem por aí um monte de livros que a sinopse diz que são ‘pesados’, ‘cheios de traumas’, ‘culpa’ e etc, mas são só isso: personagens cheios de traumas e pesadelos que encontram a cura mágica do universo no amor. E não tô dizendo que não leio esses livros e que não acho muitos deles bons não, muito pelo contrário, leio sim e sim redenção no amor verdadeiro parece muito bonito, para mim.

Brooke se sente culpada pelo suicídio de Beth. E sim, ela tem motivos para isso. Ela sabia pelo que a amiga tinha passado e não contou a ninguém. Tudo isso, enquanto dormia com o namorado da amiga. O que ela poderia ter feito? De repente, contado para alguém? Largado do namorado da amiga? Ter se aberto para a amiga?

Não, a amiga teve que pegar os dois juntos e depois se matar, para ela ir lá e ter uma atitude que ela pensou ser redentora.

Brooke, então mudou de colégio. Colégio esse, que era o antigo colégio de Beth, no qual estavam os caras que fizeram mal para ela. E ela foi toda super-heroína-fodona pra tentar pegar os caras. Isso nunca ia acabar bem.

Ela tentar se livrar da culpa? Eu até entendo. Mas ela podia, sei lá, ter contado para alguém o que aconteceu? Ir pra terapia, quem sabe? Tentar entender que a amiga tinha culpa também?

Agora, achar que ela podia levar na boa ou sobreviver tanto fisicamente como emocionalmente a um estupro? Ainda, que ela achasse que merecia ou poderia evitar? Eu não sei não, pra mim isso se chama: iludida.

“Porra, vou enterrar esse cara, Beth. Vou fazer isso. Basta me ver fazer.”

Então, Brooke está lá, toda bancando a menina inocente pra cima do cara mau, tentando pegar ele no pulo, quando ela conhece nosso mocinho, que no caso ela já havia conhecido no velório da amiga, Ryan.

Ele é definitivamente um problema no grande plano de Brooke. Muito bonito para o próprio bem e ele tem segredos. Segredos esses, que vão interferir seriamente no futuro amoroso dos dois.

[Pausa para uma pergunta que me intriga profundamente.]

Porque essas garotas são atraídas por caras misteriosos, cheios de segredos e tudo o mais? E porque quando alguém te manda ficar longe dele tem um efeito contrário e é quase como um imã puxando você para ele?

Voltando ao livro.

A história segue, com Brooke dividida achando que tem a obrigação de sofrer o mesmo que a amiga pra depois pegar os caras (porque sim, são mais de um), e tentando resistir aquela atração que ela sente por Ryan.

A trama em si, é muito boa, eu li em um dia, mas alucinadamente, rogando pra que nada de ruim fosse acontecer e que Brooke encontrasse redenção no amor (ok, eu não pensei exatamente com essas palavras). E Brooke é uma personagem muito boa, estar na cabeça dela é muito interessante (que no caso, acho que é esse ‘estar na cabeça do personagem’ que me deixa desgraçada da cabeça e me faz chorar e sofrer feito idiota), ela é engraçada, sarcástica, inteligente, mas precisa de terapia, muita terapia.

A história não é só drama também. Existe a reaproximação dela com o pai (porque os pais dela são divorciados e ela vai morar com ele), a melhor (ou segunda melhor) amiga dela, Gretchen, que é muito legal e romance (ela e Ryan até pintam um quadro juntos, porque sim, Brooke além de doida é uma artista).

“Você acha que sabe o que esperar. Você acha que tem tudo planejado. Mas algo em você sempre te surpreende, e é uma corrente vibrante que te mantém silenciosamente adivinhando até que sua imagem está completa. “

Eu sinceramente não li nenhuma outra resenha sobre esse livro, não procurei e não acho que vá procurar, mas sempre que eu vou escrever ou recomendar um livro para alguém, eu tento não dar spoiler de tipo algum, e mesmo eu não tendo falado muito sobre o livro e mais como eu me senti lendo ele (que na verdade eu acho que é o que conta, embora minha opinião não conte), não vou contar mais sobre o final e contar o que eu já deixei claro (pelo menos eu acho) que acontece.

“— Eu vou te dizer, — disse ele. — Mas, primeiro, deixe-me dizer o quanto eu te amo, Brooke. Disse isso há muito tempo em um lugar ruim quando era uma pessoa ruim. Não estou mais assim, e não sou esse garoto, mas o meu amor por você nunca mudou. Eu te amo. Eu sempre vou te amar. Não há ninguém mais, acredite.”

Eu acho que o plano de Brooke de juntar provas, não era ruim, até porque, não é só um plano louco, ela salva e conhece outras garotas que passaram pelo mesmo drama da amiga e acho que isso sim, foi redentor, (mesmo quando ela soube que foi pega e que eles sabiam o que ela estava fazendo), só que ela caiu por um descuido tão bobo, tão idiota, tão principiante que o livro perdeu um pouco do brilho pra mim, mas que foi quase apagado, em vista do que aconteceu depois.

Mas o livro é sensacional, então, leiam e descubram todas essas outras coisas que eu não contei.

Agora, vou falar mais, porque não tenho nada melhor pra fazer.

Sabe, ás vezes a gente lê um livro querendo que fosse com a gente, mesmo aquela parte pequena e muito adolescente ou romântica, tipo o vampiro totalmente apaixonante aparecer na nossa vida e (ual) descobrir que os mitos são verdade, ou conhecer um Travis Maddox da vida (caramba). E esse livro, especialmente esse, eu fico aqui desejando que nunca aconteça com ninguém.

Porque, sinceramente, quem nunca se pegou pensando no que o autor se inspirou para escrever aquela história, ou se há algum resquício de verdade nela?

Eu já vi alguns autores comentarem em suas histórias, essa coisa de ‘liga de fantasia da vagabunda’, com outros nomes, mas com propósitos parecidos e isso é simplesmente terrível, porque ou um copiou o outro (o que acho muito difícil), ou alguns seres realmente retardados tem ideias como essa, de pontuar até que base chegam com uma garota.

Ah, Carol, mas isso é só uma história!

Mas até que ponto é só uma história? A história toda é fantasia? Pessoas não são estupradas? Não existe uma escória toda que realmente faz isso?

Nossa, que paranoia.

Se eu tivesse visto isso em apenas um livro, ok, mas não foi e embora em outros livros tenha sido só mencionado e nada realmente ruim tenha acontecido, me faz pensar: o que os caras americanos tem na cabeça?

Mas, pior, imagina isso virando uma coisa normal.

Apenas NÃO.

Acho que os livros são pra gente pensar também, não só pra ler e esquecer e seguir em frente, enfim.

Ainda sim, esse livro foi um dos melhores que li esse ano.

Fica a dica 😉

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2 comentários sobre “RESENHA: GOING UNDER – S. WALDEN.

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