RESENHA: NÃO SE ILUDA, NÃO – ISABELA FREITAS.

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  • Páginas: 272.
  • ISBN: 9788580577686.
  • Autor: Isabela Freitas.
  • Ano de Publicação: 2015;
  • Gênero: Técnicas de Autoajuda; Autoestima;
  • Idioma: Português.
  • Formato: Físico;
  • Classificação: 4/5 estrelas.
  • Editora: Intrínseca.

SINOPSE:

Depois de passar um ano sem namorado, Isabela está determinada a realizar o grande sonho de ser uma escritora reconhecida. Resolve dar os primeiros passos anonimamente, criando um blog onde assina como ‘A Garota em Preto e Branco’. Em seu diário virtual, ela desabafa, fala dos amigos, dos não tão amigos assim, e confessa suas aventuras e desventuras amorosas. Assunto é o que não falta. Durante uma temporada agitada em Costa do Sauípe, na Bahia, acompanhada por Pedro, Amanda e sua insuportável prima Nataly, Isabela conhece o irresistível Gabriel, um sujeito praticamente perfeito, a não ser por um pequeno detalhe… Entre shows e passeios na praia, Isabela precisa admitir para si mesma que sente uma atração cada vez maior pelo seu melhor amigo. Em seu segundo livro, Isabela Freitas dá sequência às histórias dos personagens de ‘Não se apega, não’. Dessa vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, a personagem Isabela vai em busca daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando seu caminho é bem acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

Foto_Naoseiludanao

Eu esperei loucamente o correio entregar esse livro. E depois que ele entregou a emoção acabou. Ridículo, eu sei, ficar mais ansiosa para ter o livro e quando ele já ta lá, meio que tanto faz.

Eu li o primeiro e foi ‘diferente’, mas antes que eu seja agredida, foi diferente de um jeito bom.

O negócio, é que, eu entrava no Twitter todo dia e todo dia via dezenas de retweets dizendo: “nossa, esse foi o melhor livro que eu li”, “nossa, to chorando com o final”, “nossa, li em dois dias”, “nossa, melhor livro de todos”, “quando sai o próximo”.

Calma lá, amigas, eu tô aqui tentando não me apegar não, ainda (foi uma piada, riam).

Fiquei meio perturbada, admito.

Porque que eu não consigo ir lá e engatar esse livro de uma vez, se é o melhor livro da vida? Não Carolina, bola pra frente, deixa a poeira baixar um pouco, afinal, a espera do correio foi a parte mais difícil.

Eu acompanho o blog da Isabela faz tempo, antes do lançamento de qualquer livro, ou mesmo saber que ela ia lançar um. Acho que ainda não era essa explosão toda, e era um grupo menor de fãs. E eu sempre ao ler os posts do blog dela, senti sim, como se ela me entendesse e eu não fosse tão anormal assim, como se fossem palavras de uma amiga mesmo, uma amiga muito sábia, diga-se de passagem. Sempre achei que ela tinha um jeito diferente de chegar no público e que, seriamente, ela iria longe pra caramba. Acho que o universo dos livros dela, é mais cotidiano, mais simples, mais real, os dramas são os mesmos que os nossos, as dúvidas também, a história ta mais perto de casa e ela é gente como a gente ou algo assim.

No primeiro livro, a jornada de Isabela (a personagem) começa com o termino de um relacionamento e vemos todo o percurso dela, até, entendermos junto com ela a desapegar de conceitos ultrapassados, valores implantados pela sociedade em nossas cabeças desde sempre, e que o que realmente importa em termos simples: é o amor próprio, estar bem consigo mesma.

“Entendi que podemos deixar que alguns acontecimentos da vida nos moldem. Mas temos também a opção de erguer a cabeça e passar por cima deles como se nem tivessem nos machucado. Algumas cicatrizes ficarão, só isso. Você não precisa guardar o remorso e as coisas ruins no bolso. Sei que não guardei.”

E em Não se iluda, não, onde a parte mais legal é ficar dizendo pros outros: não se iluda, não (brincadeira, quer dizer, mais ou menos). A personagem Isabela que amadureceu muito, sai em busca de seu sonho de ser escritora. Ela ainda tem muitas dúvidas (mas quem não tem?), mas ela está bem consigo mesma.

“E escolher é difícil demais. Eterniza suas decisões.”

O livro fala sobre ir atrás dos sonhos, sobre não desistir, sobre escolhas, sobre amizade, que não é o foco principal, mas amigos como Amanda, Isabela e Pedro? Leais desse jeito? Sim, eles tem algumas coisas pra ensinar pra gente sobre amizade.

“Ontem minha melhor amiga tomou um pé na bunda e isso me doeu muito. Não pensei que doesse tanto ver o sofrimento de alguém amado. Tive vontade de pegar seu coração despedaçado e colar parte por parte — pacientemente.”

Temos romance também, novos amores, rompimentos, amores que podem virar amizade no futuro (quem sabe?), amor de família, amor de irmão, amor de amigo, amor por você e amor pelo que você quer fazer e por quem pretende ser um dia.

“Se eu pudesse tirar o sofrimento do coração das pessoas que amo, eu tiraria e colocaria no meu.”

E sim, aquele romance que todo mundo desejou no primeiro livro será que deslancha?

Não se iluda, não é um livro leve, eu não sei bem dizer o que esperava, mas já adianto já, que embora, ele seja excelente, bom de verdade mesmo, aquela lufada de ar fresco que soprou toda a escuridão das minhas últimas leituras carregadas de tristeza pra longe, ele não é o melhor livro que eu li.

Eu sou fã também gente, e sei que quando a gente gosta muito de alguém a gente tende a misturar um pouco as coisas, defender com unhas e dentes, tapas e puxões de cabelo, mas vamos aprender a não ser tendenciosos.

Você não sabe do que ta falando! A globo comprou os direitos do primeiro livro dela, se ele não fosse bom, eles nem…

Calma aí coleguinha, segura esse forninho e não se apega, não.

“Mas a vez de ser o réu chega para todos e que jogue a primeira flor (não gosto de pedras) quem nunca errou. Pior ainda quem nunca errou nem disse para si mesmo que erraria de novo. Quantas vezes fosse preciso.”

Algumas pessoas tem que aprender a respeitar a individualidade do coleguinha, para vocês, sabem, viver em harmonia, concordar em discordar, livre arbítrio e essas coisas.

E não tem como eu não ter gostado do livro, porque acho que ele prega uma coisa que eu já falei em outra resenha, sobre você ser a heroína de si mesma, que você não precisa do príncipe pra te salvar e que talvez ele nem exista, mas que se você topar com ele por aí, não tem problema, você pode ter os dois.

O livro é bom, e eu super recomendo, aliás acho que o Brasil ta precisando de livros bons assim, pra valorizar mais a literatura brasileira, enfim, esperando ansiosamente pelo desfecho dessa história 😉

“Quanto aos sonhos, sei que posso me decepcionar se não se realizarem, porém, se eu não acreditar, quem fará isso por mim?”

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7 comentários sobre “RESENHA: NÃO SE ILUDA, NÃO – ISABELA FREITAS.

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