RESENHA: VAIN (THE SEVEN DEADLY) – FISHER AMELIE.

vain

  • Páginas: 390;
  • ISBN: 9780988812512
  • Autor: Fisher Amelie;
  • Data de Publicação: 24 de Dezembro de 2012;
  • Gênero: Young Adult;
  • Idioma Original: Língua Inglesa.
  • Formato: E-book;
  • Classificação: 4.5/5 estrelas.
  • Você encontra na Amazon;

SINOPSE:

Se você está procurando uma história sobre uma menina boa, humilde, que foi ferida por alguém em que ela pensou que podia confiar, apenas para descobrir que não é tão vulnerável quanto pensou que era e descobre um lado poderoso de si mesma que se apaixona pelo cara que a ajuda a descobrir quem é, blá, blá, blá… Então você vai odiar a minha história.

Porque a minha história não é a que você lê cada vez que dobra a capa do romance mais recente. Não é o conto de “eu posso fazer qualquer coisa, agora que te encontrei/sou mal entendida, mas um dia você vai me encontrar irresistível por causa disso”. Por quê? Porque, se eu for honesta com você, sou uma cadela completa. Não há nada legal sobre mim. Eu uso meus amigos, abuso de drogas, sou viciada em sexo e moro em Los Angeles. Sou o pior pesadelo de qualquer amiga e a fantasia de qualquer garoto.

Sou Sophie Price… E esta é a história de como eu fui da menina mais invejada do mundo para a menina que ninguém queria ao redor e porque eu não trocaria isso por nada no mundo.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

capas vain

Sophie Price, é uma vaca.

De verdade.

E esse é mais um livro da série: eu-li-por-causa-da-capa.

Ok, isso não é tão verdade assim, eu li a sinopse e meio que adoro livros de mocinhas que se ferram *insira aqui uma risada maligna*.

Como eu ia dizendo, aparentemente, Sophie é uma pessoa oca. Se bem que, não acho que uma pessoa oca pode ser tão mimada, fútil e egoísta como ela. Sim, como podemos ver, amei a personagem, logo de cara.

Sophie é a famigerada menina rica e privilegiada, que sempre se safa de tudo e tem tudo o quer. Fruto de uma união de aparências. O que deveria justificar ela ser a rainha do seu bando de elite. Porém, é uma desculpa muito ruim.

Pobre menina rica.

Então, em sua última façanha, ela é pega e não consegue se livrar. Ela é condenada a prestar serviço comunitário em um orfanato na África durante seis meses e apesar de ser meio clichê, é lá que ela vai ter seu ponto de virada.

Então, ela chega lá e conhece Ian. Que tem a mesma impressão dela do que eu. Que também é o típico mocinho, extremamente bom. Na verdade, um dos melhores tipos de mocinhos ❤

“— A menor distância entre dois pontos é a linha de mim para você.”

Ela também conhece Charles e Karina, responsáveis pelo orfanato e que vão ensinar muito sobre amor para ela. E obviamente lá ela não tem nenhum pedacinho do conforto que tinha em casa. É simplesmente impossível acreditar que foi só o amor quem mudou Sophie, porque não foi, foi a África. Foi Masego, foram as crianças, foi a dor. Porque lá ela pode sentir na pele o que eles passam todos os dias. Lá, ela não é Sophie Price, bonita, rica, poderosa, influente, desejável e invejável, ela é apenas mais uma pessoa, o que é praticamente nada.

“—Você está certa, mas com extremo sofrimento, não há felicidade extrema. Com terra extrema, há extrema beleza.”

Acho que todo mundo sabe o que acontece na África e não os passeios turísticos ou animais exóticos. É a fome, a pobreza, a guerra, porque aquilo ali amigos, é uma guerra.

Eu achei o livro muito bom e gostei do que aconteceu com Sophie (sou cruel assim, mentira). Sou da opinião de que todo mundo precisa de um choque de realidade ás vezes, pra dar mais valor ás coisas. A vida que muita gente tem (pelo menos no meu caso, que nunca tive nenhum privilégio e reclamo pra caramba, mas que nunca me faltou nada), é extremamente privilegiada no nosso caso o Brasil, é um país maravilhoso (mesmo com todo o drama econômico).

Eu nem mesmo acho que Sophie era mesmo capaz de amar antes da África, era muita vaidade pra um ser humano só e lá ela se livrou de tudo, ou de muito. E o romance dela com Ian, não é fácil, tem um monte de perrengue também, então leiam.

“—Ninguém pode conhecer a felicidade sincera, Sophie, sem primeiro ter conhecido a tristeza. Nunca se pode apreciar a enormidade e a raridade de uma felicidade ardente sem ver a miséria, no entanto, tão injusto quanto possa ser. E você vai conhecer a felicidade honesta. Disso eu tenho certeza. Certeza porque é por isso que você está aqui e também porque aqui é a sua inevitabilidade.”

Enfim, embora VAIN, seja apenas um livro, não é ‘apenas mais um livro’, é outra coisa, é mais. Sei lá, leiam.

VAIN QUOTE

Ah, e tem sequência também, como o próprio nome diz, são sete pecados, então sete livros.

O segundo se chama GREED, e fala sobre o amigo de Sophie, Spencer (que é apaixonado por ela), que é sensacional também, recomendo. Além dos outros que quero muito ler também.

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3 comentários sobre “RESENHA: VAIN (THE SEVEN DEADLY) – FISHER AMELIE.

    • Carolina disse:

      Acho que ela é uma das personagens mais humanas que já encontrei, porém não acho que ela era ruim. Acho que só não tinha conhecido outro lado para dar valor ao que tinha, ou mesmo algo que fizesse ela se descobrir ou encontrar algum sentido, enfim, obrigada (:

      Curtido por 1 pessoa

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