TAG: A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE.

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Ei, vocês pessoas bonitas de mio core, tudo certinho?

Hoje eu vim responder a Tag “A primeira vez a gente nunca esquece”, a Danielle Viturino do blog Literatus Terapia me indicou . É uma Tag bem legal, já vi umas respostas e me identifiquei com várias situações. A Tag foi criada pelo 7seasons, e consiste em contar sobre uma primeira vez memorável, seja ela, engraçada, triste ou assustadora e no final terminar com: “a primeira vez a gente nunca esquece”.

Bem, adorei responder, muito obrigada pela indicação, Dani.

Eu provavelmente deveria contar sobre meu primeiro contato com livros, ou a primeira vez que eu me apaixonei (eu tinha três anos e isso voltou pra bater na minha bunda quando eu tava na oitava série, não queiram saber), sobre meu primeiro beijo, sobre a primeira vez que eu matei aula e fui pega, ou ainda sobre a primeira vez (e única, graças aos céus), em que eu fui assaltada.

Mas eu resolvi contar uma coisa que hoje em dia é até engraçada, ok, no dia não foi e hoje é um tipo de engraçado cheio de alívio, então é meio terrível.

Eu tenho um histórico terrível com shows, mesmo. No meu primeiro festival de música eu cochilei real no show do Skank, de pé, quase em frente ao palco e a memória do celular fez aquela coisa maravilhosa de ir para o espaço quando a gente tava na frente do hotel e uma banda gringa (da qual, só eu conhecia o vocalista), parou pra falar com a gente. Além, do fato, um pouco vergonhoso de minha pessoa ter quase discutido com a vocalista de um dos grupos do festival. E essa não é nem a pior parte, a gente tinha que apresentar carteirinha de estudante e eu fui lá e fiz o que? Isso mesmo! Eu esqueci e não queriam me deixar entrar. Minha amiga inventou uma história muito comovente, de como eu tinha vindo do interior de Minas, só pra ver o show e o resto é história.

Mas o que eu vim mesmo dividir com vocês hoje, é a primeira vez em que eu entrei no camarim de um grupo que eu era louca na época em que aconteceu (porque sou velha demais, e vamos fingir que não foi só a apenas 5 anos atrás), o Bonde da Stronda (ME JULGUEM!). Sim, parando pra pensar, eu não me lembro muito bem, porque eu gostava tanto deles.

Tudo deu errado, desde o momento em que eu e minha melhor amiga ficamos sabendo sobre o show. Tudo. Desde roupa, sapato, até os ingressos e a carona para o show, porque afinal de contas, era em outra cidade, uma cidade vizinha, mas ainda assim, eu tinha 17 e minha amiga 15 ou 16, não me lembro (sou uma amiga terrível, eu sou bem ciente disso, obrigada), e é meio complicado tudo isso com os pais e tal.

Então o que a gente fez? Eu disse pra minha mãe que a gente ia com um primo da minha amiga e ela disse pra mãe dela que a gente ia com a minha irmã, mas a gente ia de busão. Detalhes: a gente não conhecia a cidade direito e não tinha ingresso garantido, porque só vendiam na hora, além de que, android não era a coisa mais popular e não tinha Google Maps a mão não gente, a gente tava mais perdida que freira em conversa de prostituta. Quer dizer, mesmo que a gente tivesse, cê não anda com celular na mão naquelas ruas escuras por bosta de um lugar que cê não sabe nada.

A gente foi pra rodoviária e tinha planos de perguntar pro motorista mais ou menos, se ele sabia onde a gente poderia descer pra ir lá no tal lugar, não me lembro bem se a gente perguntou ou não, sei que entraram uns meninos no ônibus na última hora e eles usavam umas camisetas (caseiras kkkk, desculpa, eu não sei explicar porque eu realmente acho isso engraçado, deve ser porque eles desenharam as próprias mãos na camiseta, tipo coisa de criança, sei lá), continuando, camisetas que eles mesmo customizaram rs, do bds, e depois de uma conversa um pouco constrangedora a gente combinou de ir com eles, porque nas nossas cabeças um pouco menos pensantes que o normal, a gente achou que eles sabiam pra onde estavam indo. Mas eles não sabiam porcaria nenhuma.

Não me lembro bem, mas alguém deu umas direções pra gente e a gente acabou numa escola e bem perdidos a gente ligou pra polícia (nossa isso soou muito tosco, por isso não saio contando os detalhes pras pessoas), polícia essa que nos deus as melhores direções que consistiam em rotatórias, que eram muitas, nunca vi tanta rotatória na vida, juro pra vocês e a gente continuava perdido. Depois de duzentas mil rotatórias, uma rua escura e uma conversa por interfone num estabelecimento suspeito pra caramba, a gente achou o lugar.

A gente conseguiu entrar, comprou camarote, e mal entramos, eu vi um cara que ia de ônibus comigo pra faculdade, ele tava trabalhando lá.

Deixa eu dar um conselho pra vocês, se eu puder dar conselho pra vocês levarem pra vida é esse: NÃO ANDEM DE COSTAS NUM LUGAR QUE VOCÊ NÃO CONHECE, PRINCIPALMENTE SE ESTIVER ESCURO E SE O CARA QUE VOCÊ TA NEGANDO UMA CONVERSA AMIGÁVEL FOR O CARA QUE VOCÊ QUER DAR UNS PEGAS LOUCAMENTE.

Opa, não.

Risca essa parte.

Eu caí. E meu sapato praticamente voou.

E eu ri pra caramba pra disfarçar o constrangimento.

Não dava nem pra fingir embriaguez porque a gente tinha acabado de chegar e ele tava na porta do camarote que a gente não tinha sequer entrado.

Enfim, vida que segue, depois de um tempo pra me recompor no banheiro (que consistiu basicamente em querer morar la dentro, dane-se diego, dane-se leozinho), os caras chegaram e finalmente a gente foi lá conhecer eles tietar e tirar fotos, porque a gente conhecia um cara que tava trabalhando na organização e tal. Tudo muito legal, certo?

Não. Errado!

Tudo bem, que eu vou lembrar pra sempre que Leonardo me deu os melhores abraços e que eu queria morar neles, mas fora a cara de louca e assustada pras fotos que que as duas belezas fazem? Elas dizem assim pra eles: a gente ama as músicas de vocês, elas são lindas e blábláblá, só que os caras são famosos por cantar música de putaria, pegação e tal, gente que vergonha.

Enfim, o show passou, a gente entrou lá no final de novo, mais fotos com cara de assustada, uma câmera que não queria pegar, Leozinho dizendo pra minha amiga: “Você pode fazer o que você quiser. ” E não acontecendo nada. Um pouco de drama bêbado.

E agora, como é que a gente volta pra casa? Isso mesmo, a gente não tinha com quem voltar. No final a gente voltou de carro com os seguranças da festa que a gente nunca viu na vida. Deu tudo certo e tal, mas gente, imagina o perigo disso! Quatro ou cinco caras que a gente nunca viu na vida, numa viagem de mais ou menos meia hora e ninguém sabia que a gente tava com eles.

Sério, não façam isso em casa.

E toda vez que eu e minha amiga lembramos sobre isso, rimos de tudo, porque afinal de contas, apesar de ser um pouco louco foi maravilhoso e “a primeira vez a gente nunca esquece. ”

É isso, gente, adorei responder essa Tag.

Cuidem-se, vocês ❤

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3 comentários sobre “TAG: A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE.

  1. Danielle Viturino disse:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkk. “freira em conversa de prostituta.” amei essa frase, e meu amor, me divertir horrores com sua aventura!! Que dia em!! É aquele tipico dia que você sente que vai dar merda, e que nao deveria nem ter levantado da cama. rsrsrrsrs.
    Obrigada, por responder, e desculpe a demora para ler andei meio sumida. 🙂

    Curtido por 1 pessoa

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