PRECISAMOS FALAR SOBRE SARAH DESSEN E “UMA CANÇÃO DE NINAR”!

this lullaby capa.jpg SINOPSE:

Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

capas this lullaby

Páginas: 352 • ISBN: 9788555340116 • Autor: Sarah Dessen • Ano de Lançamento: 2002 • Data de Publicação no Brasil : 14 de Julho de 2016 • Gênero: Young Adult • Idioma: Português• Formato: Físico • Editora: SEGUINTE.

CLASSIFICAÇÃO: 4,5 ESTRELAS.

Eu terminei “Canção de Ninar”, há uns dois dias atrás e estava doida pra falar sobre ele e derramar meus mais profundos sentimentos sobre toda a trama e os vários pontos de identificação que rolou com ele, mas por um acaso do destino eu vi algumas resenhas sobre o livro. Acho que eu já comentei aqui que eu não costumo ler a resenha de um livro que eu pretendo resenhar, mais para não comprometer minha opinião mesmo, caso o resto do mundo não tenha gostado e eu esteja sendo a diferentona, e comece a questionar se o livro era ou não bom.

Mas, acabou acontecendo e agora não tem jeito.

Não, minha opinião sobre o livro não mudou em nada.

A questão é a seguinte: eu já li boa parte dos livros da Sarah, mesmo os não publicados no Brasil (que são praticamente todos), e eu sei que na hora de avaliar um livro, a gente costuma levar em consideração as leituras anteriores que a gente fez desse autor. E eu entendo o descontentamento de algumas pessoas em relação ao livro, porque o último livro que eu tinha lido dela também foi “Os Bons Segredos” (Saint Anything). Que por um acaso foi o livro anterior lançado no Brasil, pela Editora Seguinte. E o livro é espetacular. Acho que é o melhor livro dela, o melhor, mesmo. O mais maduro e depois de “Just Listen”, o mais marcante, ou até mais do que ele, enfim.

A palavra-chave é: MADURO.

O ponto real disso tudo é esse: Canção de Ninar foi publicado em 2002, Os Bons Segredos é de 2015. Fiz sentido para vocês agora?

Gente, não os livros da Sarah, não são uma série. São independentes e podem ser lidos separadamente, mas não sei se vocês perceberam, ou tem o costume de olhar a data oficial de lançamento do livro nas gringas, pois é, eu tenho. Não que isso seja TÃO importante assim para minha vida e etc, mas às vezes quando eu pego um livro e vejo por exemplo a falta do uso exagerado de tecnologia, e começo a pegar pequenas coisas que estão fora do contexto atual, mesmo sem o livro citar anos ou datas na história eu procuro saber quando ele foi escrito. E muito disso tem a ver com os próprios livros da Sarah.

Vocês já perceberam que alguns personagens dela, costumam aparecer em outras histórias, ou mesmo, as histórias têm os mesmos cenários? A Annabel, por exemplo, personagem de Just Listen, o nome dela é citado em Lock and Key, o Bendo, que é tipo uma boate, é cenário de várias cenas de alguns livros dela e uma frase que eu percebi ser constante nos livros dela é: Odeio o Spinnerbait. Ela aparece em pelo menos três títulos da autora e eu já tava quase ligando pra Sarah pra perguntar que diabos era esse rancor todo. Mesmo o Truth Squad, já tinha aparecido em outros livros, seja mencionado ou mesmo uma aparição completa em Just Listen (que se você leu Uma Canção de Ninar, é tipo um desfecho para Remy e Dex, então vá lá dar uma olhada).

Eu realmente não sei qual é o problema das editoras ou qual o critério que elas usam para publicar os livros de um autor que já tem vários títulos publicados, não sei nem mesmo dizer se antes de traduzir a coisa toda, alguém foi lá e leu ou se informou sobre os títulos do autor. O fato é que a Editora Seguinte, publicou primeiro o último lançamento da Sarah e em seguida um livro que ela escreveu anos atrás e agora toda a população brasileira desinformada vai achar que a escrita da Sarah decaiu, que ela foi de uma escrita lacradora para uma escrita mediana.

this lullaby - canção de ninar.jpg

Uma Canção de Ninar ou This Lullaby (que eu também prefiro o título original), conta a história de uma garota que não acredita no amor, e que todo relacionamento tem data de validade. Tendo sido abandonada pelo pai, antes de nascer, apenas com uma música para se apegar a lembrança dele, ela se recusa a acreditar ou apostar em quaisquer relacionamentos, sejam os muitos casamentos fracassados de sua mãe, ou mesmo nos dela, os quais, ela sempre determina quando deve acabar, e assim ela controla tudo o que pode dentro de sua vida. Até Dexter se jogar em sua vida. Como em, literalmente se jogar sobre ela, na loja de carros de seu mais novo padrasto. Ele é todo bagunçado, com casas provisórias, ele e sua banda vivem por aí em busca do grande sonho de toda banda. E quando Remy se dá conta, jogou pela janela todas as suas regras sobre garotos.

Entre músicas de batatas, cocas Zip grandes, livros não terminados, Stanford, conselhos e confidências na cama elástica, corações quebrados, mal-entendidos e um lote de câmeras ruins, Remy, vai precisar se perder na confusão de Dex, para conseguir encontrar o lugar onde ela realmente pertence.

Em “Uma Canção de Ninar”, Sarah retrata com maestria a confusão de sentimentos pela qual, muitos jovens passam durante a adolescência, muitas vezes, o resultado de algumas decisões não tão acertadas de seus pais. E através de Remy, ela nos mostra que nem sempre as respostas são lógicas e que muitas vezes alguns “porquês” não precisam ou não tem respostas.

Acho que o lançamento tardio desse livro (no Brasil) só ressalta o quão boa Sarah sempre foi em prender e cativar seus leitores e que esses 13 anos que separam uma obra da outra, servem apenas para mostrar um amadurecimento nos sentimentos dos personagens e nas tramas, mas que em momento algum ela perdeu o rumo ou o jeito de entender a mente jovem, e que ela continua fazendo todos aquelas sensações incríveis transbordarem de seus livros.

E você que ficou curioso para saber a ordem de lançamentos da Sarah (já que ela sempre dá um jeitinho de interligar algumas histórias), dá uma conferida nessa lista aqui:

sarah dessen

E só pra que conste, esse post não tem como intuito ofender nem alfinetar ninguém (pelo menos, não alguém em especial), ele contém apenas minhas opiniões que são apenas opiniões e não estão nem certas ou erradas. Livre arbítrio e tudo mais, mas se por um acaso do destino, você se sentir ofendido com qualquer coisa que eu tenha dito, me desculpo desde já.

É isso gente, cuidem-se vocês.

 

 

 

 

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