RESENHA: VIVIAN CONTRA O APOCALIPSE – KATIE COYLE.

#VivianXApocalipse - capa.jpg SINOPSE:

Vivian Apple tem 17 anos e mal pode esperar pelo fatídico “Arrebatamento” — ou melhor, mal pode esperar para que ele não aconteça. Seus devotos pais foram escravizados pela Igreja faz tempo demais, e ela está ansiosa para que voltem ao normal. O problema é que, quando Vivian chega em casa no dia seguinte ao suposto Arrebatamento, seus pais sumiram e tudo o que restou foram dois buracos no teto…

Vivian está determinada a seguir vivendo normalmente, mas quando começa a suspeitar que seus pais ainda podem estar vivos, ela percebe que precisa descobrir a verdade. Junto com Harp, sua melhor amiga, Peter, um garoto misterioso que tem os olhos mais azuis do mundo e informações sobre o verdadeiro paradeiros dos seguidores da Igreja (ou é o que ele diz), e Edie, uma Crente que foi “deixada para trás”, os quatro embarcam em uma road trip pelos Estados Unidos. Mas, depois de atravessar quilômetros de eventos climáticos bizarros, gangues de Crentes vingativos e um estranho grupo de adolescentes auto-intitulados os “Novos Órfãos”, Viv logo vai perceber que o Arrebatamento foi só o começo.

Katie Coyle, vencedora do Young Writers Prize do jornal The Guardian em 2012, imagina uma realidade infelizmente muito próxima da nossa, em que capitalismo, política, entretenimento e religião se combinam para criar uma cultura de intolerância que não acaba com o Arrebatamento. Com reviravoltas surpreendentes, um humor mordaz típico da geração Y e personagens femininas que não devem nada a ícones como Buffy e Rory Gilmore, Vivian contra o apocalipse é uma estreia arrebatadora que vai fazer você questionar até onde iria pela verdade.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

vivianxapocalipse

Páginas: 288 • Título Original: Vivian versus the ApocalypseISBN:  978.85.220.3133-7 • Autor: Katie Coyle, • Ano de Publicação: 2015 • Gênero: Young Adult; Ficção Americana • Idioma: Português• Formato: E-book • Editora: Agir Now – Editora Nova Fronteira.

CLASSIFICAÇÃO: 4 ESTRELAS.

Sabe quando você pega para ler um livro despretensiosamente? Quando você não espera muita coisa dele e então, a história te estapeia na cara e você fica pensando: como é que eu não tinha lido esse livro antes?

Bom, foi isso o que aconteceu comigo quando eu comecei a ler Vivian Contra o Apocalipse.

Tenho que confessar para vocês, que todos esses livros que prometem ser apocalípticos, com desastres gigantes ou realidades alternativas não me chamam muito a atenção. (Motivo pelo qual, Katniss, a mocinha fodona, e os acontecimentos que a tornaram tão épica, ainda são desconhecidos por mim). Mas eu estava com toda aquela coisa leituras infanto-juvenis acontecendo e peguei o livro para ler.

Vivian vive nos Estados Unidos, que foram dominados por seguidores de uma religião fanática que tem certeza que o Apocalipse estará acontecendo em breve. Essas pessoas, os crentes, seguem obedientemente os preceitos ditados por Frick, que além de ser o líder da Igreja Americana, atesta enfaticamente ter tido contato com Jesus, em seu conversível azul-celeste. Ele também tem uma espécie de bíblia: O livro de Frick, onde ele descreve vários de seus encontros com Deus e aparições divinas. O conceito geral de tudo é que Deus escolheu os americanos para salvar porque ele ama e apoia o capitalismo americano e comprem produtos da Igreja Americana e blábláblá.

O problema, é que devido ao surgimento de alguns vírus cada vez mais fortes e mudanças climáticas cada vez mais absurdas, além de terremotos e coisas do gênero, a maioria das pessoas começou a se converter e acreditar cegamente que estariam salvando suas vidas, incluindo os pais de Vivian.

Viv, é uma descrente assumida, ela acredita que existe alguma coisa, mas não um Deus, que obviamente apoia o capitalismo e muito menos que ele mandaria seu primogênito por aí em conversível azul-celeste. Então, depois da festa de pré-arrebatamento que sua amiga Harp planejou, Viv chega em casa e além dos buracos deixados no teto de sua casa não existe sinal algum de seus pais.

Viv, sempre foi a menina boa, dócil. Harp, é quem era a maluca, impulsiva que planejava todas as loucuras. Mas depois de um telefonema estranho que ela recebeu na casa de seus avós e de fugir de lá, ela volta para casa e descobre que além do caos que se instalou em sua cidade por aqueles que foram deixados para trás, pessoas que ela conhecia foram mortas e resolve sair em busca de respostas.

Viv e Harp, saem em uma aventura pelo país, e com a ajuda de Peter Ivey (um menino lindo que parece não se lembrar que conhecera Vivian na festa de pré-arrebatamento e que deu um fora nela), vão atrás de respostas e acabam encontrando muito mais do que procuravam.

Elas reencontram Edie, uma amiga da escola, que foi uma das primeiras a se converter, mas foi deixada para trás e pelo marido, e junto com ela (que tinha um emprego terrível), seguem rumo aos Novos Órfãos, a resistência jovem, que faz oposição publicamente a Igreja Americana, que está cada vez mais violenta, até mesmo matando pessoas por crimes que vão contra o livro de Frick.

Eu, de verdade não acreditava que fosse ficar tão presa na história a ponto de ler os dois livros em dois dias (e virar um zumbi ambulante no processo), mas quando dei por mim, já estava no final e sem acreditar que não existia um terceiro ou quarto, ou quinto livro na coisa toda.

É sério gente, como assim?

~insira eu de olhos arregalados aqui~

Em um momento da história, eu não sabia de mais nada. Estava até começando a acreditar que o Frick tinha sim encontrado com Jesus e não metaforicamente, porque o que mais explicaria aquele clima todo desequilibrado? Então, a pessoa lerda que vive em mim se tocou que a autora meio que queria além de nos entreter, claro, abrir nossos olhos para o que está acontecendo no planeta, no que estamos fazendo com ele e o que pode acontecer com ele se não dermos uma freada em tudo isso. E que não podemos deixar o capitalismo destruir o que temos a nossa volta.

Agora, deixando um pouco de lado os pontapés verbais que ela nos dá nos livros, voltemos a história. Além do mistério, obvio, que é o sumiço de tantas pessoas, tem um certo mistério que paira sobre Peter, que ao mesmo tempo em que parece nutrir sentimentos por Viv, tem um certo distanciamento e que nada tem a ver com um possível fim do mundo.

Só sei que eu fiquei ó: de boca aberta quando descobri o segredo do menino e querendo bater a cabeça dele na parede.

Ai, ai, não vou dar spoilers, mas fiquei bem surpresa com os acontecimentos finais do livro, inclusive com o que Viv, descobriu sobre ela mesma.

Sensacional, Katie Coyle tá de parabéns.

Editora Nova Fronteira tá de parabéns também por ter publicado um livro tão bacana (só li a versão digital #ficaadica kkkk)

Ela conseguiu expor todo o problema, sem me deixar horrorizada, por falta de palavra melhor.

E ainda me deixou querendo mais dessa história que fala sobre amor, amizade, devoção e que nos faz refletir sobre o mundo, as pessoas e as coisas que nos cercam.

Logo menos, postarei uma resenha sobre a continuação: Vivian Contra a América. Que vai estar toda cheia de spoilers sobre Vivian Contra o Apocalipse, então você pessoa interessada, adiante-se já e leia o livro antes de ler a próxima resenha.

É isso pessoas, beijo para vocês.

E comprem produtos da Igreja Americana para adentrar ao Reino dos Céus.

Kkkkk ok, eu parei.

Paz ❤

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3 comentários sobre “RESENHA: VIVIAN CONTRA O APOCALIPSE – KATIE COYLE.

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