RESENHA: THE BIRD AND THE SWORD – AMY HARMON.

capa-the-bird-and-the-swordSINOPSE:

“Engula, Filha, coloque para dentro essas palavras que pairam em seus lábios. Tranque-as profundamente dentro de sua alma, esconda-as até elas terem tempo para crescer. Feche sua boca sobre o poder, não amaldiçoe, não cure, até chegar a hora. Você não falará e não cantará, você clamará pelo céu ou o inferno. Você aprenderá e você prosperará. Silêncio, filha. Mantenha-se viva. ”

O dia em que minha mãe foi morta, ela disse ao meu pai que eu não falaria novamente, e ela lhe disse que se eu morresse, ele morreria também. Em seguida, ela previu que o rei trocaria sua alma e perderia seu único filho para o céu.

Meu pai deseja o trono, e ele está esperando nas sombras que todas as palavras de minha mãe venham a acontecer. Ele quer desesperadamente ser rei, e eu só quero ser livre.

Mas a liberdade exigirá uma fuga, e eu sou uma prisioneira da maldição de minha mãe e da ganância de meu pai. Eu não posso falar ou emitir um som, e eu não posso empunhar uma espada ou enganar um rei. Em uma terra repleta de encantamento, o amor pode ser a única mágica que resta, e quem poderia amar… um pássaro?

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

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Páginas: 336 • ISBN: 9781533134134 • Autor: Amy Harmon • Data de Publicação: 06 de Maio de 2016 • Gênero: Romance/ Fantasia • Idioma: Língua Inglesa • Formato: E-book • Você encontra na Amazon e afins.

CLASSIFICAÇÃO: QUEM FOI QUE INVENTOU ESSA COISA DE APENAS 5 ESTRELAS? SÉRIO, 5 É MUITO POUCO!

Gente o que é essa mulher?

Eu já amava os livros dela, o livro da Blue, o da Bonnie e do Clyde e o do Ambrose, cada um diferente e surpreendente entre si, mas todos seguindo uma linha de personagens ‘reais’, com dramas extremamente possíveis e tudo o mais, então eu não botava tanta fé em The Bird and The Sword, na verdade só de pensar em iniciar a leitura dele me dava uma certa preguiça.

Mas assim que eu adentrei no mundo de Lark, eu não conseguia parar de ler. O livro prende a gente de uma tal forma, que eu fiquei realmente perdida na história e extremamente encantada.

O que não deveria me surpreender tanto, já que todos os livros que eu li da Amy me prenderam pra caramba.

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O universo de The Bird and the Sword é baseado em um mito da criação onde Deus havia criado primeiro as palavras e usando elas, criou todo o resto. Em seguida, criou dois filhos e duas filhas, a cada criança ele ofereceu uma palavra que dava a ela uma habilidade especial, um dom. Uma filha, tinha a palavra: Spinner, a qual servia para transformar coisas em ouro. A outra tinha como palavra: Teller, que dava a ela o poder de prever as coisas que iam acontecer. A um filho foi dada a palavra Changer, na qual ele poderia se transformar em qualquer animal e ao último filho foi dada a palavra Healer que lhe dava a habilidade de curar seus irmãos e irmãs. E essa história, assim como tantas outras acabou com um final trágico, onde quem possuísse esses dons que foram passados de geração para geração teriam que escondê-los a fim de continuarem vivos.

Lark, possui um desses dons. Sua mãe possuía também, era uma Teller, e foi morta na frente da filha, por algo inocente que a pequena havia feito, e como consequência de algo que a mãe havia profetizado, nunca mais falou.

O pai da menina a repudiava e a escondia de todas as maneiras que podia, até que um dia em uma de suas escapadas do castelo para o bosque ela se depara com um grande pássaro ferido, quase à beira da morte e adormece tentando acalmar sua dor e sofrimento. Ela acaba sendo levada embora de sua casa, pelo filho do rei que matou sua mãe, logo em seguida. Sem que ninguém se dê conta Lark, salva o rei e boa parte de seus soldados na volta para seu castelo.

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Já no castelo, Tiras acaba dando a Lark, todas as palavras que lhe foram roubadas. Ela ainda não pode falar, mas ao ensinar a garota a ler e escrever, ela recebe uma arma poderosa, capaz de ajudar a salvar todos e a si mesma.

O que era para ser uma espécie de rapto acabou dando a Lark a liberdade que ela desejava.

“Eu tenho todo o poder, mas você vai me destruir. ”

“Apenas suas paredes, Lark.”

Mas nada é tão simples, porque existem os senhores de Jeru, incluindo o pai de Lark, que querem Tiras fora do trono, já que ele não é um rei tão rigoroso como seu pai fora, e vão fazer o que puderem para conseguir ele fora. O que pode não ser a coisa mais complicada do mundo, já que o rei tem seu próprio segredo, que pode acabar com ele. Só que ninguém conta com as pequenas intervenções de Lark.

Acho que não preciso dizer que Lark, vai amolecer o coração do Rei Tiras, nem que vai rolar um episódio de “seja sua própria heroína”. Porque sim, vai. Mesmo, ela sendo e parecendo, toda pequena, inocente e frágil (e na maior parte do tempo, senso isso tudo mesmo), ela muito teimosamente vai botar tudo pra quebrar.

“Eu não sou uma espada! Eu não sou uma arma. Eu não quero ser uma arma! ”

“Você é o que você é. Eu sou o que sou. Pouco importa o que queremos.”

Tenho que dizer pra vocês que pra dez pensamentos de elogios que surgem pra eu definir a trama, surgem mais dez de repreensões que dizem: Não sei como você parece tão surpresa! Porque eu jurava que não era meu tipo de história, que eu não ia gostar real e ia acabar abandonando a leitura. Mas acabei achando toda a trama tão bem amarrada, os cenários tão bem descritos, os personagens, mesmo os pequenos, tão bem estruturados e críveis que eu precisava loucamente de mais da história. Ou algo o mais próximo o possível daquele universo todo pra me entreter, e sim, por um acaso bem louco do destino, no dia seguinte, mais por acaso ainda peguei um episódio já começado de GOT e fiquei viciada logo de cara.

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E ok, eu confesso que as semelhanças são bem poucas, mas amenizou um pouco o sentimento de abandono que o final da leitura trouxe até mim.

Lark e Tiras tinham tudo para serem errados um para o outro, para se odiarem e contra todas as possibilidades (e pelas mãos e mente muito habilidosa de dona Harmon), se apaixonaram lindamente.

The Bird and the Sword, é mágico e lindo.

E inesperado.

E o mais doce.

Então, talvez, não o mais doce, a aspereza do Tiras, dá uma equilibrada nas coisas.

É um romance de fantasia cheio de ensinamentos sobre ser forte, persistente, confiar em si mesmo e matar seus próprios malditos dragões.

(Acho que eu sempre arrumo um jeito de usar derivados dessas afirmações nas resenhas.)

“Você não precisa de asas para voar”

“O que você precisa, filha? ”

“Palavras.”

Ah, e eu já ia me esquecendo, a sinopse me enganou completamente nessa coisa de pássaro, fiquei esperando a Lark sair voando o livro todo, mesmo (não riam).

E pra terminar, eu só queria dar uma suplicada pra alguém (EDITORAAAAS!), pelo amor dos sóis (esse é o plural de sol, né?), publicar esse livro no Brasil, e por favor com essa mesma capa, pra ontem, só pra eu poder ficar abraçada com ele com sorriso muito pouco lúcido de contentamento no rosto ❤

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Sensacional é uma palavra muito pequena pra descrever a grandeza desse livro, apenas, pessoas, leiam esse livro, tipo, pra ontem!

É isso.

Cuidem-se vocês.

Paz ❤

 

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