BIG LITTLE LIES (PEQUENAS GRANDES MENTIRAS): O LIVRO E A SÉRIE.

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Em tempos de 13 Reasons Why, ninguém anda dando muito a atenção que Big Little Lies, de fato, merece.

Esse post é um protesto! (a doida)

Eu sei, eu entendo a euforia.

E provavelmente eu vou ter que fazer um post sobre isso também, já que todo esse boom só serviu para me deixar bem indignada. Não com a série, a série é ótima, incrível, mesmo. O inferno, como diria o poeta, são os outros. Vocês sabem, todos aqueles bullies que infernizavam todo mundo na escola e agora são #TeamNãoSejaUmPorque. Todo mundo virou vítima, os agressores são todos pequenos fantasmas ou viraram pó.

Mas meu post de hoje, é sobre uma outra série que trata de um problema tão grave quanto bullying e suicídio: Big Little Lies.

E você caro leitor, deve saber que a minissérie é baseada no livro da autora Liane Moriarty de mesmo nome, lançado no Brasil com o título de Pequenas Grandes Mentiras, e se não sabe, bom, está perdendo uma leitura incrível.

Hoje eu não vim aqui para comparar livro e série, de modo algum, esse post é um elogio, um agradecimento e uma indicação, nada mais.

Não vou ser hipócrita e dizer que li o livro antes de ver a série, mas o motivo que me levou a vê-la, foi o livro, e o motivo que me levou a ler o livro foi a série. No terceiro episódio eu já estava cheia de suspeitas e teorias e não aguentava mais esperar o final pra confirmar qualquer coisa, então mergulhei no livro e não me decepcionei.

Tenho que admitir que no começo eu não me senti muito confortável com a leitura e provavelmente vocês vão me julgar, quando eu disser o porquê. E eu já vou concordar que provavelmente isso me torna uma leitora terrível. A trama toda já é um suspense, mas ter uma terceira pessoa me contando tudo embola todo o meu cérebro (normalmente, já muito confuso). Livros em terceira pessoa demoram a ter um apelo em mim. E eu, bem inocente, já tava achando que ia ter terminado de ler tudo quando o próximo episódio saísse. Não foi assim. Mas, quando a coisa engrenou, ela literalmente foi pra frente.

Que livro incrível, gente! Sério, eu apenas queria dar um abraço de agradecimento na Liane.

A história das duas composições é mais ou menos a mesma, poucas coisas mudam, alguns personagens, algumas características físicas, geografia (já que o livro se passa na Austrália e por motivos que eu acho que deveriam ser óbvios ou não, a série se passa nos E.U.A), coisas assim.

A trama gira em torno de um grupo de mulheres, Madeline, Celeste e Jane. É verdade que existem outras mulheres com papel fundamental na trama, mas vou dizer apenas três “coisas” para vocês: Reese Whitesrpoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. Não eram bem coisas, mas se vocês vivem em algum lugar perto do Planeta Terra, já ouviram esses nomes e devem saber que eles falam por si. Elas respectivamente, vivem as três protagonistas da série, que acabam se aproximando por terem seus filhos entrando na mesma escola.

E por algum motivo a aproximação dessas três mulheres que são completamente diferentes uma da outra, é a causa de um assassinato, ou é assim, que as pessoas que são entrevistadas/ interrogadas ao longo da trama, fazem parecer.

Madeline é forte, criou a primeira filha sozinha, porque seu ex-marido era um idiota que não estava preparado para as responsabilidades de uma família, e mesmo tendo encontrado o amor com Ed, ela não conseguiu superar as coisas que seu ex fez. Principalmente agora, que ele formou uma família feliz com Bonnie e sua filinha Skye, e não ajuda que a menininha esteja matriculada na mesma classe que a filha mais nova de Madeline, Chloe.

Celeste é além de bonita, rica, com um marido aparentemente perfeito, lindos filhos gêmeos, teve uma boa carreira como advogada e agora é mãe em tempo integral.

Jane é uma mãe solteira, recém-chegada na cidade, ela tem um emprego como contadora e se dedica ao filho, Ziggy. Ela só não vai falar sobre o pai de Ziggy.

O filho de Jane acaba sendo acusado de agredir uma das coleguinhas de sala e Madeline se coloca incondicionalmente ao lado de Jane e aparentemente aí, é onde tudo começa.

Então, como eu disse lá em cima, Big Little Lies, aborda assuntos sérios, além de se tratar de um assassinato, fala de bullying e violência doméstica.

Agora, a fotografia e a trilha sonora da série são incríveis. Cada música mais incrível que a outra. Mesmo que a trama não fosse espetacular, talvez eu assistisse apenas pelas imagens deslumbrantes e a trilha sonora. Ouçam a trilha sonora. Mesmo.

Claro que nem tudo que está no livro está na série. Existem algumas coisas que eu achei fundamentais, que poderiam ter entrado na série, ou ainda, eu não sei, ter mais uns vinte capítulos? Hahahaha. Tudo bem, tudo bem, isso, foi só eu, sendo gananciosa.

Eu amei a série, mesmo. Acho que tudo foi impecável, não faltou nada. Mesmo o final que não é exatamente o mesmo do livro, me agradou bastante. E me surpreendeu. Não esperava por aquele desfecho, embora eu tivesse uma ideia.

Agora, pode ser que eu tenha ficado satisfeita apenas porque li o livro também, então eu sei e entendi, tudo que eu poderia ou precisava sobre a trama.

Mas essa trilha sonora ❤

E as imagens (não sou especialista, mas imagino que o termo certo, seja fotografia), são incríveis, muito luxo, mesmo. Quando penso em uma palavra pra descrever só consigo pensar em deslumbrante.

pgm capaSinopse:

Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre.
Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou?
Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada.
Madeline é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline.
Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade.
Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida.
Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre. Pais e professores têm impressões frequentemente contraditórias e a verdade fica difícil de ser alcançada.
Ao colocar em cena ex-maridos e segundas esposas, mãe e filhas, violência e escândalos familiares, Liane Moriarty escreveu um livro viciante, inteligente e bem-humorado, com observações perspicazes sobre a natureza humana.

Mas acho que é isso, se você por um acaso viu a série, recomendo fortemente que leia o livro, não é essencial, porque lá tem tudo o que você precisa saber, mas é mais como um complemento, muita coisa vai fazer sentido, tem muito a acrescentar.

E se você leu o livro e por um acaso do destino, não viu a série, é isso aí, dispa-se de quaisquer preconceitos sobre as adaptações e mergulhe na série sem medo.

Se você pessoa, não conhece nenhum dos dois, não perde tempo, comece por qualquer um dos dois, mas corre lá, porque Big Little Lies é o tipo de obra essencial para qualquer bom leitor ou seriador.

Ah, e se você já conhece ambas, deixa aqui nos comentários sua opinião.

É isso, beijão.

Cuidem- se, vocês.

Paz ❤

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