RESENHA: SLAVE TO THE RHYTHM – JANE HARVEY-BERRICK.

Slave to the Rhythm, capa SINOPSE:

Dança. Armas.

MÚSICA. Balas.

RITMO. Dor.

Música na minha cabeça, dança no meu corpo, o ritmo do meu coração.

Até onde você pode cair em apenas um mês? Com que rapidez pode o espírito humano ser quebrado? Onde o mal se esconde à vista?

Ash quer dançar. Precisa. Deixar para trás uma vida de expectativa e dever, de libertar sua alma.

Mas a vida nunca é tão simples assim. Cada etapa é uma viagem em uma estrada nova.

Para toda a ação há uma reação. Cada escolha tem uma consequência.

E quando você encontra a pessoa errada, todas as apostas estão desligadas.

Laney tolera suas limitações, empurrando silenciosamente os limites. Mas quando Ash cai em seu mundo através de raiva e violência, desencadeia uma reação em cadeia que nenhum deles esperava.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

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Páginas: 291  • ASIN:  B01ADL94B6 • Autor: Jane Harvey-Berrick • Data de Publicação: 08 de Março de 2016 • Gênero: New Adult • Idioma: Língua Inglesa • Formato: E-book • Você encontra na Amazon.  

CLASSIFICAÇÃO: 5 ESTRELAS.

 A versão oficial da minha opinião sobre os livros: é que a vida já é cheia de tragédia e tristeza pra gente ficar lendo sobre dor, destruição e os mais variados tons de atrocidades.

A versão extraoficial é: NOOOOOSSA OLHA ESSA SINOPSE, PARACE BEM DOLOROSO! NOSSA PROMETE MUITO CAOS E VÁRIAS MORTES! VAI ACABAR COM MEU PSICOLÓGICO. HUUUUM, VOU LER!

Naturalmente essa última é o que vale na hora de escolher o livro. Porque apenas, não sigo meus próprios conselhos.

Entendam, eu realmente não aprecio a tragédia, nem nada disso, mas vamos concordar que nenhum livro é cem por cento feliz (se ele for, algo de muito errado não está certo). E nada se compara com a leitura de um livro que faz você prender a respiração ou precisar de uma pausa para respirar, porque os sentimentos que ele evoca em você são demais. Mas isso não vai importar e você não vai largar a história enquanto não souber que vai ficar tudo bem, ou o mundo vai explodir novamente em caos, ou eu não sei, você só tem aquela urgência de chegar ao final.

E é exatamente isso o que aconteceu em Slave To The Rhythm.

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No começo parecia apenas mais um desses livros, vocês sabem qual, aqueles com o badboy que se apaixona pela boa garota e todo aquele amor faz ele sossegar.

E no início é o que parece. Laney é atraída pelo bonito dançarino no clube com aquela garota que apenas parece completamente errada com ele, e quando a garota deixa o cara na pista e ele olha desesperado em busca de alguma coisa, acaba vindo até ela.

O rapaz que diz se chamar Ash, parece desesperado para dançar com ela, mas isso apenas não vai acontecer. Eu já meio que desconfiava do porquê, mas não deixei de me chocar um pouco quando suas amigas vêm em seu auxílio e empurram sua cadeira de rodas.

Eu tenho que dizer que pensei todo tipo de coisa, a partir daí, mas não tive muito tempo, porque passado o prólogo veio a versão de Ash, e quando entendi tudo, eu só queria que tudo passasse bem rápido e que tudo bem, não ter tantos detalhes.

Ash é um dançarino, que veio da Eslovênia, para a América, dançar em um Teatro em Las Vegas. Mas logo que chega ao aeroporto nota que algo não está certo, principalmente depois de ter que entregar seu telefone e seu passaporte para o cara grandão e nada amigável que veio buscar os dançarinos no aeroporto.

Acho que isso diz muito sobre o que Ash, se meteu né?

(Eu assisti Salve Jorge, dona Jane Harvey-Berrick.)

Ele realmente está lá para dançar, mas acabou na mira de um desses caras que está no comando por lá (eu não vou contar o que acontece, eu não vou contar o que acontece, eu não vou contar o que acontece, eu não vou contar o que acontece, eu não vou contar o que acontece, eu não vou contar o que acontece). E vou dizer para vocês que não foi bonito e eu só queria virar todas as páginas até chegar num momento feliz da história. Queria que as cenas fossem menos curtas e que tivessem deixado as coisas para a minha imaginação, e aliás, eu ia ignorar imaginar de todas as maneiras possíveis.

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Mas Jane não poupou nenhum detalhe e se esforçou ao máximo para dar a nós, leitores, uma visão completa do que a Máfia fez com Ash.

(Ou não se esforçou, sei lá, né. Ela mata personagens incríveis muito facilmente, eu li os outros livros dela, eu já vi o que ela pode fazer com apenas algumas palavras.)

Então depois de contar tudo o que Ash passou até se encontrar com Laney, temos o ponto de vista dela. Ela acaba indo assistir ao show em que Ash está dançando e durante o intervalo, quando vai ao banheiro, acaba se deparando com um show de horrores. Sergei (o cara que encanou com Ash), está no banheiro e tem homens o mantendo preso, para estupra-lo.

Sim, isso foi um spoiler.

A partir daí, acho que a história começa.

Laney salvou a vida de Ash, entrando naquele banheiro e pedindo socorro, mas acabou colocando sua própria vida em risco. E ela não parou por aí, ela e as amigas alugaram um carro para deixar a menor quantidade possível de pistas e Laney fugiu com Ash de Vegas, levando-o para sua casa para pedir ajuda a seu pai, que é um policial. E Ash, não confia em policiais, desde que ouviu que aqueles de Vegas estavam na folha de pagamento da máfia russa.

Tudo parece muito louco e acontece em tão pouco tempo, e quando a gente menos espera revelações e mais revelações são jogadas nas páginas e apenas… UAL.

Laney tem um namorado (um bem idiota), é mais velha que Ash (isso não é um ponto principal), e ela anda.

Sim.

É isso aí. Ela anda.

Não é nenhum milagre, promovido pelo amor ou pela dança (porque ela tem dois pés esquerdos ~não de verdade~), ela tem artrite reumatoide e tem momentos de dor insuportável.

Então, ela apenas vai lá e leva Ash para morar com ela. Sem levar nada em consideração.

Ash não consegue esquecer da garota sem nome que ele viu no primeiro dia, a qual um dos capangas de Sergei sufocou provavelmente até a morte, quando estava tentando força-lo a fazer algo. Também não consegue deixar de pensar em seus amigos que ainda estão lá e podem sofrer por sua causa. E ele não tem nada. Nenhum dinheiro, roupa, telefone ou documentos. Só a bondade de Laney e sua dança.

Muita coisa acontece na história e a Jane tem um jeito de criar toda essa tragédia louca e ainda conseguir com que a gente possa ver a beleza no meio dela. A bondade. O amor. Até mesmo humor.

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Se eu usar qualquer outro adjetivo que não seja LINDO, para descrever esse livro, eu vou estar mentindo, muito descaradamente.

A Jane como sempre, conseguiu pintar esse quadro, assombrosamente lindo de tragédia, caos, coragem e paixão. Porque é disso que esse livro trata, de paixão. Paixão e coragem. Não só Laney e Ash como um casal, mas a paixão de Ash, pela dança, a gente pode acompanhar cada passo, de cada música, curando ele um pouco mais.

E esses dois são corajosos pra caramba. Além de terem os maiores corações.

Laney convive com a dor todos os dias, e mesmo no seu pior, não pôde parar de lutar por sua vida e fazer de sua missão pessoal, salvar Ash.

Apenas, obrigada Jane.

Por ter escrito algo tão incrível.

Por tratar de assuntos tão sérios, como o tráfico humano e abuso.

Mas principalmente por mostrar que há esperança, bondade e salvação, mesmo nas situações onde a palavra “desumano” acaba sendo pequena para expressar quão terrível realmente é.

Você é incrível, mulher.

Só, continue escrevendo pra caramba.

É uma pena que por enquanto nenhuma editora brasileira tenha descoberto o quão sensacional você é.

Sobre esse livro: apenas leiam e se apaixonem pelo Ash, tanto quanto, eu.

PS: Sim, eu não fiquei tão feliz com o final e sim, vou ver se com Luka, consigo um encerramento pra Laney e para o Ash que me deixe mais satisfeita.

É isso pessoas.

Beijo pra vocês.

Cuidem-se.

Paz ❤

 

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