RESENHA: WAIT FOR IT – MARIANA ZAPATA.

WFI - CAPA

SINOPSE:

Se alguém alguma vez disse que ser um adulto era fácil, eles não tinham sido um por tempo suficiente.  Diana Casillas pode admitir: ela não sabe o que diabos está fazendo na metade do tempo.

Como ela conseguiu passar os últimos dois anos de sua vida sem matar ninguém é nada menos que um milagre. Ser um adulto não era suposto ser tão difícil.

Com uma casa nova, dois meninos que ela herdou da maneira mais dolorosa possível, um cachorro gigante, um emprego que ela geralmente ama, mais que suficiente de família e amigos, ela tem quase tudo que ela poderia pedir.

Exceto por um namorado.

Ou um marido.

Mas quem precisa de um desses?

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

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Páginas: 670 • ASIN: B01N2RJFW1 • Autor: Mariana Zapata • Data de Publicação: 06 de Dezembro de 2016 • Gênero: New Adult • Idioma: Língua Inglesa • Formato: E-book • Você encontra na Amazon.

CLASSIFICAÇÃO: 5 ESTRELAS.

 

Está oficialmente decidido: Amo a Zapata!

Todas as histórias dela, são surpreendentes, e, todos os personagens que você ama, dos outros livros, aparecem, em algum momento.

Só isso deveria bastar para todo mundo ir lá e amar ela infinitamente. Mas, não, segurem-se, que tem mais:

Ela escreve livros únicos! Isso mesmo! Ú-N-I-C-O-S!

E o fato deles todos serem únicos, só aumenta a vontade de ler mais sobre cada história!

E não acabou!

Todas as histórias fogem do usual: mocinha-encontra-mocinho e boooom!

Então, eu meio que estou tentando vender a Zapata para o mundo, mesmo.

Eu não achava que ela pudesse me fazer amar outra história dela, tanto quanto, amei Kulti, mas ela conseguiu. Wait For It, me fez cair de amor logo nas primeiras linhas, porque, apenas, como não amar Louie?

Diana Casillas (sim, ela está relacionada com a Sal), acabou de se mudar com os sobrinhos para uma nova cidade. Ela é a guardiã legal dos meninos, desde que eles perderam os pais, e ela tenta dar o melhor dela para cuidar dos meninos. Então, logo depois de se mudar, ela acorda, com seu filho/sobrinho, Louie, em sua cama, dizendo que não consegue dormir, por causa de alguma discussão que está ouvindo na rua e não o deixa dormir. E nesse momento a gente tem um vislumbre de quão louca ela é, porque, depois der ver que um homem, possivelmente, um de seus vizinhos, está apanhando de três outros homens na rua, ela pega o bastão de basebol de seu sobrinho, Josh, e sai para fora para defende-lo. E depois disso, não tem como não gostar dela até o fim, porque, apenas, que louca (o que não é tão verdade assim, já que a personalidade dela já tinha me feito adorar ela, logo de cara).

Então, ela conhece Dallas, seu vizinho, e irmão do cara muito rude que ela ajudou naquela noite. Ele também era o cara quente que ela viu seminu enquanto ajudava o cara todo arrebentado para dentro de casa, e o futuro treinador de Josh.

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Dallas, parece também ter algum problema muito sério com ela. Ele de alguma forma, acredita que Diana está dando em cima dele, e ele, bem, é casado. Então, Diana, tem uma conversa, muito esclarecedora com ele, usando argumentos do tipo “você não é meu tipo” e “ acho que posso manter minhas mãos para mim mesma”. Já que ela não estava realmente dando em cima dele. Até porque, como ela poderia mesmo, começar a pensar em ter um homem em sua vida depois de seu último relacionamento? Ainda mais, com os meninos, e as crescentes alfinetadas de sua mãe sobre como ela poderia não ser a pessoa mais apta a criar os meninos.

Dallas e Diana, conseguem entrar em um tipo de acordo, para serem amigos, e em pouco tempo ele está sempre lá para ajudar ela e aos meninos. (Sim, ela consegue manter as mãos dela para si mesma, e ainda ressalta isso em cada oportunidade que tem.)

Mas, tudo é completamente platônico, porque Dallas, nunca trairia a “esposa”, e Diana nunca tentaria nada com um homem casado.

Eu acho grande a maneira como a Zapata desenvolve a trama dela. Todos os relacionamentos dos personagens nunca parecem superficiais. Você não tem que ficar se perguntando de onde surgiu o amor entre eles, o carinho, a confiança e a amizade entre os dois, porque deu tempo de ver tudo acontecendo. Não foi algo que surgiu do nada, não foi uma paixão instantânea. É tudo muito bem construído, tudo muito bem costurado, para não deixar furo nenhum. Assim, como todos os personagens dela, Dallas e Diana construíram uma amizade, antes de qualquer outra coisa, passaram por algumas situações juntos que dá uma certa profundidade para a relação deles. E isso fez com que eu me apaixonasse de vez pela escrita dessa mulher.

“Havia um monte de coisas sobre o amor que você só poderia aprender depois que você encarasse o tipo real. O melhor tipo não era essa coisa suave, doce de corações e piqueniques. Não era florido e divino.
O amor verdadeiro era corajoso. O verdadeiro tipo de amor nunca desiste. Alguém que te amava iria fazer o que é melhor para você; eles se levantariam por você e fariam sacrifício. Alguém que te amava iria enfrentar qualquer inconveniente de bom grado.
Você não sabe o que é amor até alguém estar disposto a desistir do que ele mais ama por você.”

Me fez ver que assim como, alguns outros grandes autores, não foi uma coisa de um livro só. Que qualquer coisa que eu pegar dela para ler, vai ser coerente, interessante, e vai me fazer criar um amor sem fim pelos personagens, mesmo os mais ásperos, e até mesmo, um tanto, quanto babacas.

E a história não aborda só a relação dos dois, fala muito sobre a posição de Diana como uma tia que de repente, se vê no papel de mãe, de duas crianças, uma que teve que mudar a vida toda, por amor aos dois. Passou de uma jovem relativamente despreocupada, para ter que se preocupar em construir o caráter de dois meninos incríveis. E tem que passar pelas mais diversas situações por ser jovem. Como se não fosse uma adulta de verdade, e os outros adultos, tivessem o direito de julgar se ela faz o certo ou errado. Acho que o fato dela se preocupar se estava fazendo o certo com eles e se era a melhor pessoa para cuidar dos dois, já diz tudo sobre isso.

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A autora trouxe para o universo de Wait For It, personagens como, Vanessa e Aiden, de The Wall Of Winnepeg and Me (que se você leu, já conhece Diana de lá, como a melhor amiga de Vanessa), Trip, que aparece em Under Locke (e se você prestar atenção vai perceber que Iris e Dex aparecem também), e por último, mas nem por isso, menos importante, aparecem também a Salamandra e o Salsichão, também conhecidos, como Sal e Kulti (Sal é prima de Diana).

O que eu posso dizer pra vocês? A tropa toda está reunida!

Agora, só duas coisas que eu ainda não sei e gostaria muito de saber:

  • Porque o irmão de Dallas, estava apanhando? Ele vai mudar para melhor?
  • Qual o passado obscuro do noivo de Ginny? Existe um livro sobre o qual eu precise saber? (Provavelmente.)

A segunda pergunta, foi mais uma falta de pesquisar mesmo, mas gostei demais de como tudo terminou. É mais um desses livros que não importa a quantidade de páginas, você sempre vai querer ler um pouco mais, com uma das melhores mocinhas de sempre.

Incrível, Zapata! Você arrasa!

Leiam, pessoas, garanto que vocês não vão se arrepender 😉

Cuidem-se, vocês.

Paz ❤

 

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RESENHA: OS 13 PORQUÊS – JAY ASHER.

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SINOPSE:

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

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Páginas: 308 • ISBN: 9788508126651 • Autor: Jay Asher • Ano de Publicação: 2009 • Gênero: Ficção • Idioma: Português• Formato: Físico e E-book • Editora Ática.

CLASSIFICAÇÃO: 5 ESTRELAS.

Sim, eu tenho que admitir boa parte do motivo que me levou a ler “Os 13 Porquês”, foi porque ando vendo muita coisa sair sobre o seriado, que a Netflix vai lançar baseado no livro, e eu quero muito ver o seriado e não ficar completamente boiandinho, no enredo. Mas outra parte tão consideravelmente grande, quanto a primeira, foi o fato de “Os 13 Porquês”, ter uma sinopse bastante intrigante e a capa mais incrível e que eu tenho que, U-R-G-E-N-T-E-M-E-N-T-E, ter na minha estante (estava barato na Amazon, mas não tão barato assim, e como eu disse anteriormente: #falidaestou).

Esse normalmente não é meu tipo de livro, e não tô falando sobre gêneros não, tô falando sobre todo esse suspense do começo ao fim que me enche de ansiedade e quase ataca a gastrite. No qual, a trama te pega e envolve direitinho em torno do mindinho e que se você for dormir (e no caso, conseguir, porque tá com a cabeça a mil), você vai sonhar com a coisa toda e ficar se perguntando ‘como’ e os ‘porquês’. Daí acaba pulando todas as páginas e indo logo para o final, mas no caso desse livro, quando eu cheguei lá, ele praticamente riu e disse: Há, boa tentativa!

Hannah, a personagem principal, está morta. É isso, bem assim, logo de cara e imutável.

E de alguma forma o pacote com as fitas cassete que Clay Jensen recebeu logo depois de chegar em casa, alguns dias depois do ocorrido, afirma que, de alguma forma, ele é um dos responsáveis por ela ter tirado a própria vida.

Ele não pode acreditar, ou se lembrar de algo que tenha feito, que possa justificar estar envolvido com o suicídio da garota. Ele tem isso concreto em sua mente: Ele não pertence a essa lista.

E a gente, pelo menos, eu, fica torcendo para que ele, não pertença mesmo.

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Depois de colocar a primeira fita, ele se vê preso na voz da garota que um dia, ele esteve apaixonado, e que de alguma forma, o culpa. Então, ele se pega vagando por todos os lugares citados por ela, nas fitas, ansiando e temendo o momento em que seu nome surgirá em uma das fitas.

Eu sei, eu sei, tudo isso tá escrito na sinopse e não ajuda em muita coisa.

No desenrolar dos acontecimentos da fita, mesmo que possamos ter uma ideia, a gente descobre que Hannah, foi vítima de bullying.

Mas, Ana, eu li o livro e ele não disse nada disso!

Não, mas me diz uma coisa, como é que não é bullying se as pessoas inventam boatos sobre você, te estereotipam, inventam todo tipo de inverdades sobre você e não te respeitam, tanto emocional, como fisicamente?

E com Hannah, foi pior, porque foram uma série de eventos, cada um mais desastroso que o outro que a levaram a desistir de tentar, e ela tentou. (Ok, eu tô defendendo ela, mas acho que ela poderia ter tentado ainda um pouco mais, só um pouco, e não feito certas coisas, eu não sei).

E Clay gostava dela, mas devido a todas essas inverdades que diziam sobre ela, ele não acreditava que tinha uma chance real com ela, que ela estava em nível meio que inatingível para ele.

E, mais importante que tudo (e o que mais me deixava desgraçada da cabeça): Clay era um cara bom! Com o decorrer dos eventos nada ruim aparecia sobre ele. Ele inclusive não mentia para os pais, ou ia para festas e ele ESTUDAVA durante os finais de semana. Então como em nome dos deuses, ele poderia, de alguma forma estar naquela lista?

Se eu fosse uma dessas pessoas que come unha, as minhas estariam todas nos cotocos, agora mesmo. Mas, eca! Não, eca.

Tenho que vergonhosamente, admitir que, como ela não teve funeral (que foi realmente o único motivo, para encobrir minha síndrome literária de conto de fadas), fiquei ali torcendo para na décima terceira fita, ela dizer algo como: Ahá, seus idiota, tô viva e rica, sei lá, no Havaí e vou expor todos vocês em rede nacional! Então, ela e Clay, poderiam ter seu felizes para sempre. Porque eu sou bem idiota assim, às vezes.

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É, mas já adianto que foi isso que aconteceu não.

Então, vamos focar de novo na história.

Os 13 Porquês, no meu, ponto de vista é um aviso, um grito de socorro, um pedido de ajuda e uma mão estendida. Faz a gente refletir sobre as ações da personagem, sobre tudo que poderia ter sido feito diferente, sobre quantas maneiras, e em que oportunidades ela poderia ter pedido ajuda. Se é que ela poderia ter pedido ajuda, do jeito que estava.

É um aviso, para pais, familiares, amigos, professores. É o tipo e livro que todo mundo deveria ler.

Depressão e Suicídio são aqueles tipos de assuntos tabus, aqueles que ninguém quer discutir sobre. Ainda mais na adolescência. Porque adolescente não tem isso não, né? A vida deles é boa, feliz e descomplicada demais para sequer sugerir que eles possam estar passando por isso, não é? E se um deles sugerir, ou chegar a isso, com toda a certeza que é exagero, ou queria chamar a atenção. Provavelmente foi por motivo fútil, não é verdade?

Deus nos livre de levar os adolescentes a sério.

Sinceramente, um grande DANE-SE para todos vocês que pensam assim!

Não dá pra ficar esperando acontecer o pior para só pensar e discutir sobre isso depois! A pior parte é que mesmo depois de acontecer, as pessoas não falam sobre isso! Eu não sei qual o problema das pessoas, mesmo. E infelizmente não dá pra fazer todo mundo ser mais racional, menos babaca (ou lobotomizar todo mundo).

Pra vocês jovens e não-jovens também: Não é errado se sentir profundamente triste com algo, mas, MAIS IMPORTANTE, NÃO É ERRADO PEDIR AJUDA SE VOCÊ ACHA QUE PRECISA! PEÇA AJUDA, MAS NÃO GUARDE PARA VOCÊ. A gente vê as coisas mais absurdas todos os dias, não dá nem pra mencionar ou parar pra analisar tudo sem enlouquecer, mas não carregue o fardo sozinho.

Procurem ajuda, não desistam de vocês mesmos. Vocês, CADA. UM. DE. VOCÊS. é IMPORTANTE, cada um. E independente de seus motivos, ou o que quer que os outros digam a vocês, o que você sente e pensa é importante sim.

E pra vocês, adultos, pais, amigos, professores e eteceteras: VOCÊS PRECISAM COMEÇAR A LEVAR OS JOVENS A SÉRIO, A ESCUTÁ-LOS DE VERDADE.

E a todas as pessoas: SEMPRE EXISTE UM CAMINHO, UMA SOLUÇÃO, ALGUÉM QUE VAI SIM TE OUVIR, e se não houver, mesmo se a gente não se conhecer, EU VOU OUVIR VOCÊ, eu tô aqui sempre pra qualquer um, independente do que quiser dizer. Eu sei, melhor do que ninguém, que às vezes, a vida é uma grande porcaria e que parece não ter jeito, e que desabafar, parece não ser grande coisa, mas é sim, ajuda, ajuda mesmo. Eu prometo a vocês.

E agora que eu já botei todo mundo na bad, vamos dar uma olhada no trailer da série, que eu já estou aguardando ansiosamente:

Então, parece que agora toda resenha que eu faço acaba se parecendo com aqueles textos de utilidade pública no final, mas o que eu posso fazer se os livros tristes, são apenas TÃO maravilhosamente bem escritos?

Agora é esperar que a série seja tão boa quanto o livro.

É isso, acho.

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Vocês podem apenas ignorar todas as coisas que eu disse e ler Os 13 Porquês de uma vez, que vocês não vão se arrepender.

Cuidem-se, vocês.

Paz ❤

 

RESENHA: COLLISION COURSE – S.C. STEPHENS.

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SINOPSE:

Lucas tinha tudo – popularidade, uma namorada dedicada, um melhor amigo que era como um irmão e uma mãe amorosa que faria qualquer coisa por ele. Sua vida estava no caminho certo para ser bem-sucedida e satisfatória, até que o acidente mudou tudo. Aconteceu numa noite durante uma chuva repentina. Naquela noite, três jovens vidas foram perdidas e uma vida ficou irremediavelmente alterada. Como o único sobrevivente, Lucas encontra-se cercado por agitadas fofocas sobre sua imprudente embriaguez na pequena cidade que ele costumava chamar de lar. Em meio a própria culpa e ódio a si mesmo, Lucas se esforça para encontrar esperança, encontrar a paz, e talvez, até mesmo encontrar o amor novamente.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

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Páginas: 472 • ISBN: 9781467943208 • Autor: S.C. Stephens • Data de Publicação: 9 de Abril de 2013 • Gênero: Young Adult • Idioma: Língua Inglesa • Formato: E-book • Você encontra na Amazon.

CLASSIFICAÇÃO: 3 ESTRELAS.

Eu não era muito fã da escrita dessa autora depois de Thoughtless, que no Brasil foi publicado como Intenso Demais. Essa coisa de largar o namorado bom-demais-para-ser-verdade para ficar com o amigo dele clichê-e-idiota-demais-para-ser-verdade, não teve apelo nenhum em mim.

E, eu não precisava de três livros para perceber isso.

Então, eu fiquei meio receosa ao ler Collision Course, a sinopse não parecia estranha, e já que eu não tinha nada melhor para fazer, eu resolvi encarar. Quer dizer, nada pode ser pior do que a Kiera, não é?

Lucas perdeu, seus amigos em um acidente de carro e a cidade toda culpa o garoto por isso, já que ele estava ao volante e nunca falou sobre o que se lembra do acidente, ou como tudo aconteceu.  Então, ele tem que voltar para a escola e encarar toda aquela raiva e acusação que seus colegas reprimiram por ele durante as férias.

As coisas são uma porcaria, e ele acaba conhecendo Sawyer, uma garota cheia de luz e vibrante, no banheiro masculino. Por algum motivo que ele não se importa em aprofundar a garota nova da pequena escola estava se escondendo lá. Depois de uma grande dose de humilhação, ela acaba levando ele embora para casa e eles formam um estranho tipo de amizade. E com estranho, eu quero dizer, que um não pergunta ao outro sobre os problemas que ambos sabem que o outro está passando.

Lucas, se apoia completamente em Sawyer para passar por seus dias, e as noites dele, são ocupadas sonhando com sua namorada morta, Lilian e seus amigos, Darren e a namorada dele, Sam. Ao invés de tentar seguir em frente, o idiotinha, fica lá, sonhando com os amigos e tentando passar para a próxima fase de seu relacionamento com a namorada morta.

Durante o dia, ele se deixar sofrer todo o tipo de bullying, de seus antigos amigos e colegas de equipe do futebol, e tenta passar o maior tempo possível de tempo com Sawyer, que como já era de se esperar, está se apaixonando por ele. E, como já era de se esperar também, ele vai acabar usando isso, para “passar por sua dor” e a bobinha vai continuar lá.

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Não sei se isso ficou claro, mas apenas no caso de não ter: eu absolutamente não gostei do livro. De jeito nenhum. Achei que a autora deu uma viajada na maionese, e depois que as coisas estavam, de certa forma, esclarecidas, ela enrolou por mais ou menos umas cem páginas. Era como se depois da verdade ter sido dita, tudo ficou instantaneamente resolvido.

O livro não é exatamente ruim, ele teve seus momentos, acho que Sawyer, apesar de ter sido uma boba, quando na verdade deveria ter empurrado mais Lucas, para dizer a verdade, foi uma personagem excelente, e que deveria ter sido mais explorada pela autora, talvez, com uma POV só dela, ou algo assim. Teria acrescentado muito a história, realmente. O livro todo focado na lengalenga do Lucas, foi extremamente maçante.

Mas, porém, e, entretanto, a lição foi aprendida com sucesso: não ler mais S.C. Stephens, a menos, que o livro esteja sendo cem por cento elogiado, ou algo próximo a isso.

É isso é tudo por hoje, pessoas. Eu não muito boa para falar sobre livros que eu não gosto, e sei que minha opinião é só minha e ninguém precisa ou vai concordar. Por isso, recomendo expressamente, que vocês leiam esse livro (ou qualquer outro que não tem exatamente uma boa reputação) e tirem suas próprias conclusões, porque no final das contas, a única opinião que vai realmente contar para você, é a sua.

Beijo, para vocês 😉

Paz ❤

 

 

RESENHA: IT ENDS WITH US – COLLEEN HOOVER.

it-ends-with-us_capa SINOPSE:

ÀS VEZES, É AQUELE QUE TE AMA

QUE MAIS TE MACHUCA.

Lily nunca teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar duro para atingir os seus objetivos. Ela percorreu um longo caminho desde a pequena cidade no Maine, onde ela cresceu. Ela se formou na faculdade, mudou-se para Boston e começou seu próprio negócio. Então, quando ela sente uma faísca por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo na vida de Lily, de repente, parece quase bom demais para ser verdade.

Ryle é assertivo, teimoso, talvez até um pouco arrogante.

Ele também é sensível, brilhante e tem um fraco por Lily. E a maneira como ele fica com roupa cirúrgica não é nada mal. Lily não consegue tirá-lo da cabeça. Mas a aversão completa de Ryle a relacionamento é preocupante. Mesmo quando Lily se torna a exceção a sua regra de namoro, ela não consegue deixar de divagar sobre o motivo que fez Ryle ser como é.

A medida que perguntas sobre o seu novo relacionamento invadem a sua mente, pensamentos acerca de Atlas Corrigan — seu primeiro amor e uma conexão com o passado que ela deixou para trás — também passam a dominá-la. Ele era sua alma gêmea, seu protetor. Quando Atlas de repente, reaparece, tudo o que Lily construiu com Ryle está ameaçado.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

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Páginas: 367 • ISBN: 9781501110368 • Autor: Colleen Hoover • Data de Publicação: 02 de agosto 2016 • Gênero: New Adult • Idioma: Língua Inglesa• Formato: E-book • Você encontra na Amazon.

CLASSIFICAÇÃO: 5 ESTRELAS.

UAL.

Acho que só UAL, resume mesmo, meus sentimentos em relação a esse livro.

Ele é tudo o que eu não esperava e muito mais.

Eu achava que ia ser tudo muito simples, como a sinopse nos induzia a pensar que seria.

Achei que Lily conheceria Ryle, ele seria avesso a compromisso, ela investiria todos os esforços dela para dar certo, e então, bem quando Atlas aparecesse de novo na vida dela, Ryle iria retribuir os sentimentos dela e aí se criariam os conflitos, discórdias e etc., e o maior problema seria com que Lily iria ficar.

Tudo muito simples, não é?

Eu subestimei completamente a Colleen, ao pensar isso.

Se você, meu caro amigo, pensa que IT ENDS WITH US, é qualquer coisa perto de simples, você está completa e irrevogavelmente equivocado.

Ok, a parte do irrevogável, é brincadeira (eu lembrei da Bella Crepúsculo, não consegui evitar e não, a história não tem nada a ver com Crepúsculo). Esqueçam.

“Quinze segundos. Isso é tudo o que é preciso para mudar completamente tudo sobre uma pessoa.

Quinze segundos que nós nunca pegaremos de volta. ”

Enfim.

Lily conhece Ryle no alto de um prédio, poucas horas depois de fazer o pior/melhor discurso no funeral de seu pai. Ele não a nota de início, e ela o flagra no meio de um acesso de raiva. Então, eles conversam e começam a trocar verdades nuas. Coisas que não seriam exatamente, politicamente corretas de se dizer em voz alta a um estranho. A partir dessa conversa ficamos sabendo de fatos importantes para o desenrolar da história. Ambos, demonstram interesse no outro, mas são interrompidos, antes que qualquer coisa possa acontecer, quando Ryle recebe uma chamada do hospital (ele está no meio da residência, ele vai ser um neurocirurgião), então tem que ir embora.

Então, depois de voltar para casa, Lily começa a ler os diários que ela escrevia para Ellen DeGeneres. Para não se sentir tão boba, escrevendo um diário, ela escrevia como se estivesse falando com a Ellen, opiniões sobre o programa, sobre seus quadros, coisas do seu dia a dia e Atlas.

Através dos relatos de seu diário, conhecemos Atlas, o garoto que morava na casa vizinha a sua, que era basicamente um sem-teto e que foi seu primeiro amor.

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Com o passar dos meses, algumas das verdades nuas que Lily acabou trocando com Ryle, acabam se realizando, como a loja de flores que ela contou sonhar em abrir. Então, é aí que Lily conhece Allysa, que coincidentemente acaba por ser a irmã de Ryle, que é esposa de um gênio da tecnologia, super rico. Allysa, também quer um emprego na loja de Lily, que depois de acabar se machucando no prédio onde será sua futura loja, acaba reencontrando Ryle, que Allysa chamou para vir em seu socorro.

Inevitavelmente, Lily e Ryle acabam se envolvendo.

Então, acontece, ela reencontra Atlas, trabalhando em um novo restaurante que sua mãe quis experimentar. E quando ela tem a oportunidade de falar com ele, descobre que ele está em um relacionamento e abandona quaisquer esperanças de voltar a ter algo com ele.

Muito mais rápido do que seria saudável, Ryle e Lily caem no amor e depois em um relacionamento firme, com ele se mudando para sua casa. Ao mesmo tempo em que isso acontece, Lily chega ao final de seu diário e ficamos sabendo o que aconteceu com Atlas e como e por que ele foi embora. E mais importante, o que seu pai fez.

A primeira vez que acontece, foi do nada, um impulso, ele pegou uma travessa quente e esqueceu as luvas, ela meio bêbada, começou a rir e quando ela viu estava no chão, com o canto do olho machucado. Ele pediu mil desculpas e cuidou dela. Ela disse que não haveria uma próxima vez e se ameaçasse acontecer de novo, ela iria embora. Ele prometeu que nunca aconteceria novamente.

A segunda vez que acontece, foi num momento de raiva. Ele descobriu o número de telefone de Atlas dentro da capa de seu telefone, saiu correndo de casa e ela caiu das escadas.

A terceira vez, foi tudo muito parecido com o que ela já tinha visto acontecer com sua mãe. Então foi a última.

IT ENDS WITH US, fala sobre violência doméstica, se você não havia entendido, então, bem, é isso.

Acho que é o livro mais forte da Colleen, o que traz sentimentos mais crus, no leitor. Ela aborda de forma profunda e delicada, tudo o que a vítima do abuso sente, todo o conflito de emoções dentro dela quando ela se vê perdida entre o amor que ela sente e deixar aquela pessoa (mesmo que aquela pessoa seja um monstro, sim, eu sou bem inflexível sobre essa coisa de desculpas para essas merdas, não importa o que).

Eu sei que pode soar falso, devido a tudo o que aconteceu, mas eu fui #TeamAtlas desde o princípio, eu me esforçava muito para gostar de Ryle e eu apenas não conseguia. A cada cena fofa, a cada grande gesto da parte dele, eu queria apenas que não houvessem as cenas ruins, e a cada cena ruim, eu desejava nem ter começado o livro.

Mas, Deus, apenas saber a história por trás do livro, acabou comigo.

A cada página, eu apenas torcia loucamente para que Lily se resolvesse com Atlas e acabasse com aquilo tudo, porque sinceramente, acho que foi o livro da CoHo que mais mexeu comigo.

Assim como todos os outros livros da Colleen, ele não é só tragédia e dor, personagens brilhantes, como Allysa e Marshall fizeram toda a diferença e Allysa, principalmente foi a melhor amiga e o melhor ser humano que poderia ter sido.

E embora, eu quisesse que tudo fosse tão brilhante e feliz como gostaria que tivesse sido, eu entendi, foi tudo o que precisava ser e foi perfeito.

Eu já era fã demais da Colleen e agora minha admiração só cresceu.

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E agora, para vocês pessoas: Todos sabemos o quão sério e silencioso o problema com a violência doméstica é. É só ligar a TV e podemos ver em qualquer telejornal os finais trágicos que muitos casos tem todos os dias. E no caso do Brasil, embora, existam leis para isso e elas não protegem completamente a vítima, porque não são tão rigorosas como deveriam, são tudo o que temos por agora.

Se você é uma mulher que está vivendo uma situação de violência ou mesmo conhece alguém que está passando por isso e quer romper com o silêncio, de qualquer lugar do Brasil e a qualquer hora, você pode ligar para denunciar a violência ou pedir orientações.

Central de Atendimento à Mulher : Ligue 180.

Lembre-se: Embora as “Delegacias de Defesa da Mulher” tenham atendimento especializado, você pode denunciar casos de violência em qualquer delegacia comum.

Enfim, pessoas, leiam esse, que é mais um livro surpreendente da Colleen ❤

RESENHA: UNEXPECTED REALITY – KAYLEE RYAN.

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SINOPSE:

ESPERE O INESPERADO.

Isso é o que eles dizem, mas é mais fácil dizer do que fazer.

Como esperar por uma mudança tão grande que balance o seu âmago?

Como se preparar para um evento que vai mudar a sua vida para sempre?

Uma respiração.

Um segundo.

Um minuto.

Uma hora.

Um dia de cada vez, assim você aprende a viver com a sua Realidade Inesperada.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

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Páginas: 298 • ISBN:  9780997792119 • Autor: Kaylee Ryan • Data de Publicação: 12 de Julho de 2016 • Gênero: New Adult • Idioma: Inglês • Formato: E-book • Você encontra na Amazon.

CLASSIFICAÇÃO: 3,5 ESTRELAS.

Já aconteceu de você se decepcionar com um livro que tá todo mundo amando?

Sim, bem.

Aconteceu isso comigo essa semana.

O livro Unexpected Reality da autora Kaylee Ryan, ficou muito popular entre um enorme grupo de leitoras brasileiras na última semana. E todo mundo A-M-O-U.

Menos eu.

A primeira vez que eu coloquei os olhos na capa do livro, eu quis lê-lo imediatamente, quer dizer, aquela capa grita ‘história diferente’, e esse tipo de histórias está bem em falta, ultimamente. Acabou que eu acabei adiando, por diversos motivos, que no momento, não me lembro, mas com esse boom que o livro sofreu esses dias, e como eu não estava lendo nada, resolvi ler o livro de uma vez.

O livro é narrado em primeira pessoa e ele começa com Melissa contando sua versão dos fatos e como ela conheceu o pai de seu filho, que vem a ser, Ridge.

Melissa, perdeu os pais adotivos recentemente e ainda está meio perdida, já que eles foram a única família que ela um dia conheceu, as famílias de seus pais a rejeitam, e tendo acabado de terminar a universidade, ela não sabe para onde ir ou o que fazer. Então, uma noite, em um bar, em uma cidade qualquer, ela conhece Ridge e seus amigos e acaba tendo um caso de uma noite com ele, o que não é bem a coisa dela, já que ela nunca fez isso antes e como ela não quer sofrer com uma possível rejeição, ou ele saindo de fininho, ela espera ele adormecer e vai embora.

Então, passam-se alguns meses e temos o ponto de vista de Ridge. Aquela garota abandonando ele no meio da noite, mexeu com ele por algum motivo e sua vida não está seguindo tão normalmente, como antes.

Daí eu pensei, acho que eles vão ficar juntos lá na frente, se encontrarem, ela vai atrás dele ou algo assim e eles vão perseguir o pôr-do-sol. Tudo bem.

Não.

Os amigos de Ridge, não contentes com a falta de atividade na vida do amigo, fizeram uma aposta, onde ele teria que namorar uma garota que eles iriam escolher, por um determinado tempo.

Ok, tudo bem. Então ele vai acabar se apaixonando por essa moça, alguma coisa vai acontecer, ele vai ficar com o bebê, vão formar uma família feliz e ter seu happy end.

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Não é dessa vez.

Porque a menina, Stephanie, no começo parecer ser tímida, um doce e blábláblá, mas ela é totalmente o oposto. Vaca.

Então, mais alguns meses depois, Ridge, que marcou de ir a algum evento importante para Stephanie, é pego num dia ruim, onde ele se atrasa para sair do trabalho e pega uma chuva terrível. Acaba encontrando uma moça que está com problemas com o carro e não consegue se parar e vai ajudar a moça.

NÃO. Agora é essa daí, não vai ter como. TEM QUE SER ESSA.

Não.

Também não era.

Ele termina de ajudar a moça, volta para a estrada e dá de cara com um carro que saiu fora da estrada. Ele vai lá, vê que é uma moça, chama a emergência e fica esperando para saber se vai ficar tudo bem com ela.

HUUUUUM.

Agora vai.

Mas, nãaaaaaaaao. Deus nos livre de ser tudo tão simples assim.

Ele acaba acompanhando a moça para o hospital, e enquanto ele espera junto com um policial, ele recebe uma ligação do próprio hospital, dizendo que ele é o contato de emergência de Melissa Knox. E mais, quando ele vai verificar a moça, entregam a ele, uma carta que ela escreveu para ele, onde ela conta tudo o que aconteceu com ela, que ela acabou engravidando, mesmo com eles usando proteção e que ele é o pai. Como ela está em coma, não há como eles confirmarem coisa alguma, eles só podem esperar que ela acorde. E Ridge, como o bom cara, que ele é, assume essa paternidade e não sai de seu lado por um segundo.

Eles acabam tendo que realizar um parto de emergência, e Ridge continua lá, ao lado dela, dizendo palavras de encorajamento e suplicando para ela acordar, já que agora ela vai conseguir ter uma família, que é o que ela sempre quis, e porque ele não pode fazer isso sozinho. O bebe nasce, e depois dos procedimentos que os médicos tem que realizar com a mãe e com a criança. Ridge tem a ideia de levar o bebe para o quarto da mãe, porque quem sabe, assim, talvez, apenas talvez, ela acorde. E caramba.

unexpected-reality-2

Ela acorda.

Agora sim, o rumo da história que eu tinha pensado inicialmente.

Mas, não. Absolutamente não podemos ser normais.

Eles conversam por alguns minutos, tiram algumas fotos e finalmente, Ridge parece conseguir soltar a respiração que esteve prendendo todos esses dias. Então ele vai comer alguma coisa na lanchonete do hospital com sua irmã e quando ele volta… (PREPAREM-SE TEM UM SPOILER ENOOOOOORME A SEGUIR), a mãe de seu filho está morta. Ela apenas fechou os olhos para descansar por alguns minutos e teve um aneurisma.

Ok, bola para frente. Ela merecia tanto ser feliz, depois de tudo o que passou (não vou me conformar), mas ok.

Então, ele conhece Kendall. Conhece, não é bem a palavra, porque ela estudou com sua irmã, então ela não é uma completa estranha, enfim, ela é enfermeira do consultório, onde ele leva Knox, seu bebê, para suas consultas. Eles acabam se aproximando, em função da amizade que ela tem com sua irmã, além do fato de que sua empresa de construção, está reformando a casa dos avós de Kendall.

Kendall, voltou para sua cidade natal, depois de praticamente fugir de um relacionamento ruim, ela sente essa atração por Ridge, e não consegue evitar se apaixonar por ele e por Knox, que é um bebê tão bom, mas ela não vai se deixar estar com ele por que acha que ele só a quer para suprimir a dor que ele sente por ter perdido a mãe de seu bebê.

E até aí, eu meio que já tinha superado as outras opções de final feliz. A autora abordou um tema interessante, já que ela mostra Ridge aprendendo a cuidar sozinho de seu filho recém-nascido, querendo assumir essa responsabilidade, mesmo com tudo tendo sido jogado nele de repente, ele não pensou em desistir de seu filho uma única vez. Mesmo quando ele não sabia o que fazer e dizia que estava sendo um pai terrível. Ele o amou desde o primeiro segundo em que descobriu sobre a gravidez de Melissa.

Couple in jeans

Cara, grande livro, só falta aquele ex da Kendall aparecer, fazer alguma coisa louca, eles perceberem que se amam e finalmente, FINALMENTE, eles vão ter uma música de comédia romântica feliz e motivadora, tocando enquanto os créditos finais sobem e aparece THE END.

Não é?

Então, bom, é ai que as coisas ficam um pouco perturbadoramente estranhas. Quer dizer, é um livro e eu já li muitos livros bem loucos, mas a autora exagerou um pouco nas coincidências do livro todo, mas no final? No final, o que foi aquela revelação final?

Não precisava daquilo. Porque, senhor? Porque?

Não acho certo contar para vocês, então, vocês meio que vão ter que estar lendo para descobrir.

Não estou dizendo que a autora é ruim, ou mesmo o livro, mas o que ela fez no final, me desapontou de tal forma, que eu quase não li Southern Pleasure (mas eu li, e adorei, leiam).

Unexpected Reality, contém as aventuras de um pai solteiro lindo, doce e tatuado tentando lidar sozinho com todas as responsabilidades de um pequeno bebê-milagre, ele também têm os melhores amigos de sempre e está recheado de coincidências (sério, sem brincadeira).

Enfim, acho que as pessoas têm que ler e tirar suas próprias conclusões.

Mas acho que Seth, Tyler, Mark e Kent (os melhores amigos de Ridge), deveriam ter suas próprias histórias contadas. Mas sem bebês, por favor.


Olá vocês, pessoas tudo certinho?

Eu ando meio negligente com minhas resenhas e não sei realmente como concertar isso, então por enquanto vou postando quando sentir que tudo que eu escrevi não é uma besteira completa, ok?

É isso, beijo para vocês ;*

RESENHA: VIVIAN CONTRA A AMÉRICA – KATIE COYLE.

vivianxamerica SINOPSE:

Vivian Apple tem um currículo surpreendentemente variado. Aos 17 anos, passou de boa moça estudiosa a revolucionária procurada, atravessou os Estados Unidos de carro com os amigos, lutou contra um bando de adolescentes doutrinados, encontrou uma irmã que nem sabia que existia e descobriu segredos sombrios sobre um culto que dominou a América. O próximo passo? Tentar determinar o paradeiro de Peter, seu meio-que-namorado, antes que o mundo acabe (de novo), em três meses.

Perdidas em São Francisco, perseguidas por grupos religiosos e caçadores de recompensa e enfrentando uma sociedade cada vez mais próxima do colapso, Vivian e Harp estão em perigo e nem sabem por onde começar a busca por Peter. Até que uma pista as leva a Los Angeles, para o hotel Chateu Marmont, o improvável quartel-general da Igreja Americana, onde supostamente grandes nomes esperam pelo fim do mundo. Parece que Vivian precisa salvar o país, seus amigos e a si mesma, ou arriscar perder tudo que ama mais uma vez.

Vivian, Harp, Peter e seus amigos são retratos de uma geração que tenta encontrar seu lugar num mundo que parece enlouquecer. Idealistas e ao mesmo tempo pé no chão, não vão parar por nada até descobrir a verdade nesta continuação de Vivian contra o apocalipse. Com personagens bem-construídos, diversos e apaixonantes, e uma trama cheia de ação e reviravoltas, Vivian contra a América é uma maravilhosa adição a qualquer biblioteca, que vai fazer você questionar tudo, até suas próprias crenças e convicções.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

vivianxamerica-capas

Páginas: 304 • Título Original: Vivian versus AmericaISBN:  978.85.69809.66-1• Autor: Katie Coyle, • Ano de Publicação: 2016 • Gênero: Young Adult; Ficção Americana • Idioma: Português• Formato: E-book • Editora: Agir Now – Editora Nova Fronteira.

CLASSIFICAÇÃO: 4.5 ESTRELAS.

ATENÇÃO!

EI, VOCÊ PESSOA DESAVISADINHA, CÁ ESTAMOS AQUI, NOVAMENTE:

A PRÓXIMA RESENHA CONTÉM SPOILERS DO LIVRO:VIVIAN CONTRA O APOCALIPSE. A LEITURA DELE É ESSENCIAL PARA QUE OS FATOS OCORRIDOS EM “VIVIAN CONTRA A AMÉRICA”, FAÇAM SENTIDO. SE VOCÊ NÃO LEU, SEJA LINDO, FECHE ESSA JANELINHA E VÁ LER.

No livro anterior, depois de serem quase mortos por um seguidor fanático da Igreja Americana, Viv e Harp, descobriram o segredo de Peter Ivey, ele não é um garoto comum, ele é Peter Taggart, filho de Adam Taggart, que é o representante oficial da Igreja Americana e braço direito de Frick. Descobriram também que ele é contra todo o fanatismo do pai.

Mas, mais importante que tudo isso: Frick e Taggart estavam vivos, e completamente enlouquecidos. Eles estavam sendo manipulados pela corporação que está por trás dos negócios da Igreja Americana e Viv, Harp e Peter acompanharam tudo isso em primeira mão, depois de encontrar o esconderijo deles no meio da mata.

Depois de serem obrigadas a deixar Peter para trás, Viv que descobriu que tinha uma irmã e depois de fugir junto com Harp para casa dela, descobre que sua mãe estava lá, viva, o tempo todo.

Não há como ficar pior, certo?

Errado.

Peter se torna o novo representante da Igreja Americana, e elas se tornam persona non grata em toda a América.

Perdidas nessa loucura ainda maior que a vida delas acabou se tornando depois do arrebatamento, Viv e Harp, estão sozinhas novamente e não sabem exatamente em quem confiar ou acreditar, com todos aqueles crentes loucos lá fora, desesperados e capazes de qualquer coisa, inclusive, matar. Mesmo, o grupo de Resistência, que elas acabaram encontrando, parece suspeito.

Como eu disse no post do primeiro livro, ela conseguiu me prender do começo ao fim da trama, eu quase roí as unhas de ansiedade (eca), esperando para descobrir qual é que era a do Peter, se ele era mais Ivey ou mais Taggart, e como diabos Viv ia conseguir salvar a América. Porque desvendar o mistério do apocalipse já tinha sido quase impossível, imagine lutar contra as crenças, o fanatismo, o desespero e o ódio de toda a América? Tenho que admitir que o desfecho me surpreendeu e o reaparecimento da Edie me deixou extremamente feliz.

Fiquei realmente triste com algumas perdas e o fato de que NÃO TEM O TERCEIRO LIVRO, MEUDEUSCOMOASSIM?

Katie Coyle, arrasou novamente. Esse segundo livro veio para reafirmar o quão talentosa e surpreendente ela é como autora.

Eu leria qualquer coisa que essa mulher escrevesse (principalmente uma continuação para a história de Viv).

Nesse livro tem muito mais romance, mais aventura e muito mais cenas de ação e decisões irresponsáveis. Os personagens estão mais maduros e a autora soube colocar brilhantemente no papel a evolução de cada um deles. Deixou de ser apenas um Young Adult. Esse livro foi outra coisa. Foi muito mais.

Sim, pessoas essa foi uma resenha bem pobrinha, mas eu tava sentindo que se eu fosse falar muito ia entregar muita coisa importante no desfecho da história e que foi muito bacana descobrir.

Então, mais uma vez, eu vim aqui reforçar minha indicação para vocês, porque esse livro foi uma descoberta incrível e ele é apenas um daqueles livros despretensiosos que MERECEM ser lidos.

É isso gente, beijo para vocês.

Paz ❤