Tá tudo bem não ter todas as respostas.

njkbvfgykmnbvcdftyuiopç,mnbv

Quando eu me imaginava no futuro, pensava em mim, como uma daquelas meninas silenciosas que sentam em cafés, por horas, apenas na companhia de um livro. Aquelas que parecem completamente serenas e bem resolvidas com o mundo.

A parte estranha é que, eu nunca, nem mesmo, gostei de café.

Pensando bem, provavelmente sou aquela garota, apenas não tão misteriosa quanto achei que seria, só… mais desiludida e nenhum pouco resolvida com o mundo. Mas atuo a serenidade muito bem.

Acho que a vida faz isso com a gente, vai matando os sonhos. Vai colorindo tudo de cinza.

Fazendo a gente endurecer nas bordas.

Eu fiquei doente no meu último dia de aula da escola, apenas fiz minhas provas e não me despedi de ninguém. Nunca parei para pensar que existiam pessoas ali que eu nunca mais iria ver na vida, nem que as vidas de algumas delas seriam tão curtas. Quando a gente é jovem, pensa que o dia seguinte a liberdade vai durar pra sempre e a gente fica tão ansioso que o dia chega e passa e nada acontece, mas não pensa sobre isso e continua esperando naquele recreio eterno, o extraordinário acontecer.

A verdade é que provavelmente nada de extraordinário vai acontecer, então nossa noção do que é extraordinário vai mudando, diminuindo, minguando, até se transformar em satisfação momentânea, e começa a esperar pelo normal, pelo simples, pelo banal.

Eu fui excluindo as pessoas da minha vida, desde a época da escola, chegando num ponto onde eu falava com todo mundo, mas não tinha nenhum amigo, e isso se mudou junto comigo pra vida adulta. Aos poucos, fui mandando todo mundo embora, encurtando todos os “ois”, contornando todos os diálogos inevitáveis e trancando o mundo todo de mim.

Eu criei uma ideia tão grande de não amar, de não precisar, de não querer que acabei me tornando uma dessas pessoas carentes de vida, que se recusam a acreditar em relacionamentos, ou em sonhos.

Eu queria o mundo, então de repente, eu só precisava de uma pausa dele.

A grande regra da minha vida se tornou “não deixar nada muito pessoal”.

A gente precisa marcar de se ver um dia” “Claro, vamos marcar”, eu me tornei a epítome dessa garota. Não ia sentar com ninguém pra brincar de ser banal e em seguida contar o fracasso da minha vida. Não quando há apenas alguns anos eu parecia ter tudo planejado, e pronto pra ir.

Anos atrás, eu precisava que alguém me dissesse, tá tudo bem não ter todas as respostas, você provavelmente nem vai precisar de todas elas.

Eu tô fazendo tudo errado, errando, errando e errando cada vez mais, provavelmente fazendo um estrago tão grande que alguma coisa aqui dentro vai ficar irreparável, mas tô tentando acertar também. Só não quero que mais ninguém se machuque no processo, porque embora a fachada insensível continue de pé, eu ainda me importo.

Eu ainda quero viver, ter as perguntas certas e aprender como responde-las por mim mesma. Quero aprender a sorrir, a sentir, a falar, a deixar as pessoas voltarem a entrar. Quero reaprender a conhecer as pessoas, começar as conversas e saber mais sobre elas. Quero aprender a lidar com o medo de que as pessoas vão me decepcionar, se decepcionar comigo ou ir embora.

Não quero deixar passar aqueles momentos, aqueles que podem ser os únicos, os últimos, os mais preciosos.

Eu ainda quero sonhar, ter fé, no mundo, no céu, nas pessoas, em mim.

Eu quero respirar o mundo e tirar todas essas travas e cadeados que eu coloquei ao meu redor e responder um sim de verdade pra cada pessoa que eu não vejo há muito tempo.

Quero guardar meu livro na bolsa, pedir chocolate quente, ou alguma mistura doce que vá pouco café e muita espuma, deixar a fachada ir, rir e me concentrar nas pessoas que estão na mesa comigo.

E dizer pra qualquer um tão perdido quanto eu, que não tem problema não ter todas aquelas respostas, a gente nem sempre vai saber o que fazer com elas e as perguntas estão sempre mudando.

Tá tudo bem não ter grandes sonhos também, e se você tiver sonhos enormes, tá tudo bem também.

Não tem problema amar cafeterias pitorescas e odiar café.

Não tem problema tirar uma folga do mundo, das pessoas e tirar um tempo pra você.

Não tem problema ser você.

Não tem problema se perder no caminho, ou ir devagar, um passo de cada vez. Ninguém escreve seu caminho, só você.

Não tem problema estar triste, se desiludir, errar, errar e errar.

Só tem problema desistir de você e achar que você merece menos do que o extraordinário.

Porque você merece.

Tudo.

E eu também.

Ausência.

Ei vocês, tudo certinho?

Eu sei, eu sei, eu sumo semanas do blog e reapareço do nada como se nada tivesse acontecido.

Vim me desculpar.

Por tudo, pela ausência, pela falta de dedicação e a falta de paciência.

Eu não sei, mas às vezes tudo parece uma droga e eu só apago tudo. Parei de postar várias coisas, como minhas indicações do Wattpad, por exemplo.

É complicado.

E eu só tô, tão cansada. De mim, das outras pessoas, de muita coisa, de tudo.

Eu ia mesmo deletar o blog, mas não consegui. Eu já comentei que comecei vários blogs e só desistia. É que chega uma hora, onde não dá pra avançar, sabe. A gente fica com medo do julgamento das outras pessoas, mesmo que o que os outros pensem não tenha importância. Só de saber que alguém conhecido já viu meu blog, me deixa em pânico, e cheia de “e se’s”.

Eu realmente não sei o que fazer.

Então, meu único comprometimento vai ser não excluir o blog, porque ele ainda é importante pra mim (quando eu menos espero, algo surpreendente acontece, mesmo as pequenas coisas, principalmente elas), quanto as postagens, vou fazendo assim, postando quando der, e quando puder.

Queria agradecer todos vocês que acessam o blog, curtem ou comentam os posts, tudo isso é incrível, vocês são incríveis. Mesmo.

967026_613864625290415_2015199805_o-1024x566

Obrigada 😉

RESENHA: TO HATE ADAM CONNOR – ELLA MAISE.

capa to hate adam connorSINOPSE:

Ele é o recém-divorciado, vencedor do Oscar, que acabou de se mudar para a porta ao lado com seu filho. Ele também acontece de ser um espécime masculino requintado e o bastardo astuto mais irritante que já encontrei.

Vamos ser honestas aqui, você não gostaria de dar uma espiada para vê-lo, esperançosamente, quando ele estiver nu? Você não iria derreter depois de vê-lo interagir com seu filho de cinco anos de idade? Será mesmo que tenho que mencionar o abdômen, a grande protuberância em suas calças ou esse braço pornográfico? Oh, espera, você nunca o espionaria? Certo…

Enquanto eu estava sendo pensativa por não ceder e entrar, estava realmente pensando em ir para oferecer-lhe um ombro – ou talvez uma besteira ou duas – para chorar (você sabe, por causa de seu divórcio), em vez disso, ele me colocou na prisão após um pequeno incidente.

Prisão, pessoal! Ele deveria me conceder inúmeros orgasmos como agradecimento, não uma cela. Depois desse dia, estava mentalmente planejando maneiras de estrangulá-lo, em vez de saltar em seus ossos para fazer amor doce. Então, se meu corpo fizesse mais do que apenas tremer quando ele sussurrasse pequenas coisas sujas no meu ouvido? Não posso ser responsabilizada por isso. E quando foi a última vez que ele beijou alguém, de qualquer maneira? Quem iria desfrutar de um beijo com um lado de ataque cardíaco?

Mesmo que ele e seu filho fossem as melhores coisas desde o pão fatiado – e não estou dizendo que ele era – eu não poderia cair por ele. Não importa que promessas ele sussurrasse em minha pele, minha maldição não nos deixaria. Eu não era uma donzela em perigo – poderia me salvar, muito obrigada – mas no fundo, ainda esperava que Adam Connor fosse o herói da minha história.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

to hate adam connor

Páginas: 366 • ASIN: B01GT4NXU4• Autor: Ella Maise • Data de Publicação: 09 de Junho de 2016 • Gênero: New Adult • Idioma: Língua Inglesa • Formato: E-book • Você encontra na Amazon:  http://amzn.to/2r9Fm6d

CLASSIFICAÇÃO: 4.5 ESTRELAS.

Com esse título, eu já tava quase odiando o Adam também (fazendo camisetas e tudo), antes mesmo de ler o livro, porque vocês sabem, nós mulheres temos que ficar unidas. Ainda mais depois do cara mandar a Lucy para a prisão, mas ele é apenas tão fácil de gostar, tão fofo que apenas não é possível odiar o cara.

Certo. Eu tenho que falar sobre a história.

Ou não, né?

Posso guardar ela só pra mim mesma.

MUAhaHAhahah.

“Poderia me apaixonar por tantos homens quanto possível e a maldição não poderia nem mesmo me tocar. Havia algo especial sobre se apaixonar por personagens fictícios através de palavras.”

Quando eu li a sinopse, eu apenas tinha que descobrir porque ele mandou Lucy para a prisão. Ela espiou ele pelo muro, claro, mas além de invadir completamente a privacidade dele, não tinha nada de mais, né?

Eu provavelmente ficaria o dia todo espiando pelo muro também, se uma estrela de cinema morasse ao meu lado.

Lucy acreditava estar amaldiçoada. Era a sina das mulheres de sua família ficarem sozinhas (e amargas), e depois de ser abandonada pelo cara que ela apenas admitiu estar apaixonada, ela se vê sem um teto para morar, mas ideia de voltar a morar com sua avó controladora é aterrorizante demais para sequer cogitar.

Então, mesmo que doa quase fisicamente pedir ajuda, ela vai para sua melhor amiga, que a acolhe imediatamente. Eu disse pra vocês que Olive (a melhor amiga), além de uma escritora em ascensão, apenas se casou com Jason Thorn, a estrela de cinema? (Tenho que ler esse livro também.)

Daí vocês devem estar pensando: “Hollywood, atores famosos, tabloides, intrigas, drogas, álcool, sexo e Rock’n Roll (talvez, não esse último), já conheço esse enredo. Deve ser aquele tipo de livro, li um, li todos.

Mas já vou adiantar pra vocês que a história fugiu da mesmice de sempre, sim, ainda é Hollywood, existem os tabloides e algumas intrigas, mas não é o clichê, eu juro.

Então, Lucy vai passar um tempo na casa deles e descobre que Adam Connor, se mudou para casa ao lado, e em um lapso momentâneo e levemente embriagado, ela e Olive, encontram uma escada e vão espiar o vizinho. Só que Lucy não para por aí.

Olive e Jason saem em uma viajem de trabalho e Lucy entediada, começa a espionar o vizinho cada vez mais. E é impossível não se derreter ao ver a estrela de cinema interagir com o filho pequeno. E embora ela tenha feito uma promessa de não se apaixonar novamente, já que está amaldiçoada, não existe qualquer tipo de problema em ficar observando de longe aqueles antebraços, quer dizer, aquele homem, que é a personificação da beleza.

to hate adam connor 3

Até que ela vê algo fora do habitual e acaba pulando o muro.

E por mais puras que tenham sido suas intenções (caso de vida ou morte), Adam a manda direto para a cadeia.

Depois de descobrir o que realmente aconteceu, o filho de Adam, arrasta o pai para a casa dos Thorn para pedir desculpas a Lucy. Eles compreensivelmente não se dão muito bem, e implicam incansavelmente um com o outro, tudo isso, no tempo em que ele e o filho foram se desculpar. Mas com o filho preso nos encantos de Lucy e Olive, Adam não tem como se livrar da companhia de sua perseguidora e ela é apenas tão boa com Aiden, que quando ele se vê sem uma babá, acaba tendo que aceitar que Lucy cuide de seu filho.

Então, vocês sabem, aí é onde tudo começa. Eventualmente os dois vão estar enlouquecidamente atraídos um pelo outro ou não, e não vou contar o resto.

Ela me vendeu a história tão completamente, que eu apenas preciso ler o livro da Olive e do Jason. Não é aquele tipo de história que parece que a vida dos personagens começou porque conheceu o outro. Eles têm um passado, falam de um passado que você quer saber mais sobre. E tem as estrelas de cinema que são legais e não uns babacas, isso conta como um fator positivo, certo?

Ah, e a criança estranha mais doce.

Claro, tem uma pilha de intrigas na história, principalmente vindas da ex-mulher de Adam (que é uma vaca vaca vaca vaca vaca vaca que não merece ser mãe de crianças boazinhas, porque as perde no aeroporto), mas nem tudo é perfeito.

Porém, mas, e, entretanto, melhor que tudo isso, foi ser surpreendida. Quando eu achei que já sabia tudo, que não havia mais o que esperar da trama, Ella Maise vai lá e BAaaaM, dá o melhor tiro de todos. O tenho que dizer, só tornou Adam mais incrível e doce (o que é uma coisa bem ruim, já que ele não existe).

to hate adam connor 2

É uma dessas histórias despretensiosas que quando a gente menos espera, entrou no nosso coração. E não por um grande acontecimento trágico, ou algo épico e incrível que tenha acontecido, apenas por ela toda. Acho que a Ella conseguiu a mistura perfeita: bons e sólidos personagens, bem-humorados, com a dose certa de sarcasmo e emoção. Tudo pareceu acontecer no momento certo, foi leve, mas sério, doce, mas não meloso.

“Estou torcendo por você,” sussurrei. “Eu nunca desejei que um príncipe me salvasse, porque posso me salvar, muito obrigada…, mas estou desejando isso agora, Adam Connor. Espero – e posso esperar muito, que seu beijo rompa a maldição. Espero que seja você, Adam. Espero que você seja o herói da minha história, porque mereço ser amada, porra. Eu mereço ter alguém dançando comigo sem música.” Parei para poder respirar e observar os olhos de Adam escurecerem. “Mereço ter você comigo mesmo. Eu mereço te amar.”

Então se você tá aí procurando algo leve, doce e engraçado pra ler, esse é o seu livro.

Beijo pra vocês ;*

Paz ❤

 

RESENHA: MARKETING & AMOR (Empire State #1) – REBECCA ROMERO.

Marketing&Amor - CAPA. 2 pngSinopse:

Margot O’Hara é uma das empreendedoras mais bem-sucedidas do país e tem sua vida inteiramente como ela sonhou. Vendo mais uma oportunidade, ela aceita a proposta que a família Renard lhe apresenta: uma parceria para que ela ajude a salvar uma agência de relacionamentos que está propensa a falir.

Elijah Renard, por outro lado, está infeliz com seu trabalho. Mas quando passa a conhecer Margot, ele começa a sentir uma chance de reatar seu interesse nos negócios da família.

Seguindo esse caminho de Marketing e Empreendedorismo, Margot e Elijah iniciam um vínculo que vai além do digital.

MINHAS CONSIDERAÇÕES:

Páginas: 234 • ASIN: B01N2N09W4  • Autor: Rebecca Romero • Data de Publicação: 27 de Novembro de 2016 • Gênero: Comédia Romantica; Erótico • Idioma: Português• Formato: E-book • Você encontra na Amazon:  http://amzn.to/2pOx4fY

MARKETING E AMOR

Eu terminei o livro a alguns dias e fiquei pensando bem em como eu poderia escrever essa resenha, como se qualquer palavra que eu não escolhesse cuidadosamente, pudesse ferir ou desmerecer o trabalho maravilhoso da Rebecca.

Então, eu resolvi, começar com algo que eu sei, que me foi ensinado e enraizado em mim, logo no começo da faculdade (se você não sabe, sou formada em marketing, embora seja péssima em trabalhar o meu próprio).

“O cliente NEM sempre tem razão. ”

Eu sei que existe muita gente que vai se sentir meio ultrajado com isso, mas é a verdade absoluta. Provavelmente isso foi enraizado no cérebro de todo mundo, que o cliente tem sempre razão, mas ele não tem. É no máximo, uma desculpa que muita gente usa pra ser mal educado e que precisa de alguém pra culpar por qualquer insatisfação que veio a ter com qualquer produto ou serviço que obteve. Mas, para isso existe o CDC, que realmente não é o meu ponto nisso tudo, mas qualquer um que der uma olhada nele, vai ter uma visão melhor do assunto.

O ponto é que, nessa situação, eu sou o cliente, e provavelmente, eu NÃO tenho razão, mas se eu não expusesse minha real opinião, eu estaria traindo a mim mesma.

Desse jeito tá até parecendo que eu vou dizer coisas horríveis, e eu não vou.

POR ISSO, APERTEM SEUS CINTOS E NÃO SAIAM DESSA PÁGINA!

Então, querida Rebecca, se você estiver lendo isso, eu peço desculpas por qualquer coisa que eu disser e possa magoar você, embora, essa não seja, absolutamente minha intenção. Porque você tem sido, nada menos do que incrível comigo, de verdade.

Eu fiquei meio insatisfeita com o livro e provavelmente é culpa minha que coloquei as expectativas lá no alto, já que marketing é uma coisa que eu amo, e, eu não sei o que eu esperava, mas certamente era mais.

Marketing & Amor tem um enredo incrível, personagens inteligentes, fortes e bem estruturados, além de muito bem-sucedidos e mente-aberta.

Margot é a pessoa que eu quero ser quando crescer (a louca), modelo de sucesso e empoderamento feminino, decidida, esperta, engraçada, bonita, desapegada dos valores ultrapassados, heroína de si mesma e apaixonada.

Elijah é inteligente, rico, bem-sucedido, bonito, trabalha com aquisição de empresas que estão para falir, e estaria tudo bem, se nos últimos tempos ele não estivesse completamente desanimado com tudo. Além do mais, ele só não consegue dizer aquela palavra.

Então a família de Elijah assiste uma palestra de Margot e acaba se apaixonado pelo trabalho dela, por sua garra, determinação e a paixão com que fala sobre ele.

E é essa paixão que Margot inspira, que parece resplandecer dela, que acaba dando a Elijah um pequeno empurrão para fora da escuridão que ele acabou envolvido.

E inevitavelmente eles acabam se aproximando.

Eles se tornam amigos, contam coisas um para o outro e depois se torna mais…

E, eu queria mais.

A cada final de capítulo, eu só conseguia pensar nisso: Que existem centenas de conversas e cenas iniciadas que poderiam ter sido mais explanadas, assuntos que seriam interessantes. Por exemplo Margot e Elijah começam a conversar, a se conhecer e de repente o capítulo acaba e eles se conhecem, mas eu não conheço os dois, entenderam? Acho que os personagens têm essa profundidade, mas ela não foi tão explorada quanto poderia.

E não foram só as cenas que envolviam os protagonistas, existem interações entre Reagan e Margot, ou mesmo com Gillian e Luke, que parecem que foram cortadas e o leitor quer ou mesmo sente que precisava daquela interação, para ligações futuras entre os personagens, ou mesmo janelas de oportunidades que poderiam ser exploradas mais adiante, ou nos outros livros da série.

E provavelmente essa vai ser a última coisa não-tão-bacana que eu vou dizer: as frases em inglês.

Eu não tava me sentindo muito à vontade pra falar sobre isso, até que eu vi você mencionar algo no facebook: você já pensou em escrever em inglês? Tipo, toda a história. Provavelmente sim, porque li algo parecido na timeline.

Eu amo que eu possa lê-la em português, amo mesmo.

Mas a sua pegada é escrever sobre personagens gringos que vivem em outro país que falam outro idioma. E, (na minha opinião que é apenas minha e que pode significar apenas um monte de nada) muitas vezes você termina diálogos com pequenas expressões em inglês e que, pelo menos na minha cabeça, muito consciente de que eles falariam inglês, não cabem no contexto, porque eles falam tudo em inglês.

Mesmo que frases como: “Join the club” e “bloody hell” sejam incríveis quando a gente que é brasileiro, fala e quase ninguém entende e fica boiandinho.

Ou mesmo, dane-se, você poderia apenas incluir umas notas de rodapé, porque eu entendi você, algumas pessoas vão entender, mas outras não e Inferno Sangrento é uma tradução legal demais pra não ser inserida em algum cantinho.

Menos Darling, Darling é doce, adorável, principalmente quando dito pelo Elijah.

Rebecca, você me odeia? Espero que não.

Mas o que eu espero mesmo, do fundo do coração é que você tenha planos para pelo menos mais um livro pra Margot e pro Elijah, acho que eles tem muito mais pra contar pra gente. Porque você criou algo incrível, personagens com mentes e personalidades próprias que falam a mesma língua (e dessa vez não tô falando sobre idioma), eles tem a mente aberta e se entendem, o que seria o modelo de sociedade perfeito, mas que por enquanto a gente só pode sonhar (e ler nos livros).

E outra coisa: Reagan. Acho que ela tem muito a dizer, muito mesmo. E ela merecia uma história só dela.

Você é incrível, Rebecca. Quando eu digo que seus personagens têm muito a dizer, espero que você saiba que eu tô falando de você também, você é uma escritora incrível, talentosa e corajosa, muito corajosa, porque eu não tenho coragem de botar minhas histórias lá pra todo o mundo ver e de repente vir uma maluca que acha que sabe alguma coisa e ficar dando um monte de pitaco ~no caso, essa seria eu mesma~ nas minhas ideias.

Tô ansiosíssima pra ler seus outros livros, conhecer novos personagens e ver tudo o que você tem pra contar para o mundo.

Falando nisso, Engenharias do Amor o segundo volume da série Empire Estate, já está em pré-venda e vai ser lançado no aniversário da nossa querida estrela do Marketing, Margot O’Hara, dia 4 de maio. Anotem em seus calendários e programem-se pra ler.

Mas antes vai lá e garante o seu clicando aqui: http://amzn.to/2pODXOw.

engenharias do amorm - capa

Luke O’Hara está fazendo uma mudança drástica em sua vida: ele se demitiu do seu emprego. Ele quer mais. E ainda mais. Ele quer que Gillian confie nele para contar seus detalhes pessoais em vez de apenas acompanhá-lo para tomar cerveja enquanto conversam sobre séries e filmes.

Gillian Hopkins é focada em sua carreira de empreendedora digital e envolve poucas pessoas em sua vida pessoal. Entretanto, o irmão de sua afiliada e melhor amiga passou a ficar envolvido demais. Mais do que conversas em um bar, porque Gillian gosta da presença de Luke, e isso é um problema. Há coisas dolorosas em sua vida que ela prefere não emitir.

Sentar no sofá com uma taça de vinho na mão pode ser relaxante. Mas quando o coração faz companhia, o vinho pode derramar.


E vocês pessoas, Marketing & Amor é uma história leve e divertida, que aborda um assunto super sério: a depressão, e com a maior delicadeza possível. E como muitos outros é um aviso pra olhar para o outro com mais amor e atenção.

Leiam, só me ignorem e leiam, porque vale à pena.

ACOMPANHE A AUTORA:

Rebecca Romero (@booksrebecca)

E como eu sempre acabo dizendo, são autores bons assim, tão apaixonados pelo que fazem, que me dão esperança para o futuro da nossa literatura.

Cuidem-se vocês.

Paz ❤

 

REBECCA ROMERO: PROMOÇÃO DE PÁSCOA.

Ei vocês, há uns dias venho falando sobre o livro Marketing & Amor, da querida Rebecca Romero, e adivinhem o que?

Ela ficou maluquinha e colocou ele de graça na Amazon!

Então não perde tempo e corre lá pra garantir o seu, porque é apenas hoje!

CLIQUE AQUI PARA COMPRAR: http://amzn.to/2pOx4fY.

Marketing&Amor - CAPA. 2 png

Sinopse: 

Margot O’Hara é uma das empreendedoras mais bem-sucedidas do país e tem sua vida inteiramente como ela sonhou. Vendo mais uma oportunidade, ela aceita a proposta que a família Renard lhe apresenta: uma parceria para que ela ajude a salvar uma agência de relacionamentos que está propensa a falir.

Elijah Renard, por outro lado, está infeliz com seu trabalho. Mas quando passa a conhecer Margot, ele começa a sentir uma chance de reatar seu interesse nos negócios da família.

Seguindo esse caminho de marketing e empreendedorismo, Margot e Elijah iniciam um vínculo que vai além do digital.

Logo menos tem resenha dele aqui no blog!

Acompanhe a autora:

Rebecca Romero (@booksrebecca)

Beijão ;*

BIG LITTLE LIES (PEQUENAS GRANDES MENTIRAS): O LIVRO E A SÉRIE.

bll

Em tempos de 13 Reasons Why, ninguém anda dando muito a atenção que Big Little Lies, de fato, merece.

Esse post é um protesto! (a doida)

Eu sei, eu entendo a euforia.

E provavelmente eu vou ter que fazer um post sobre isso também, já que todo esse boom só serviu para me deixar bem indignada. Não com a série, a série é ótima, incrível, mesmo. O inferno, como diria o poeta, são os outros. Vocês sabem, todos aqueles bullies que infernizavam todo mundo na escola e agora são #TeamNãoSejaUmPorque. Todo mundo virou vítima, os agressores são todos pequenos fantasmas ou viraram pó.

Mas meu post de hoje, é sobre uma outra série que trata de um problema tão grave quanto bullying e suicídio: Big Little Lies.

E você caro leitor, deve saber que a minissérie é baseada no livro da autora Liane Moriarty de mesmo nome, lançado no Brasil com o título de Pequenas Grandes Mentiras, e se não sabe, bom, está perdendo uma leitura incrível.

Hoje eu não vim aqui para comparar livro e série, de modo algum, esse post é um elogio, um agradecimento e uma indicação, nada mais.

Não vou ser hipócrita e dizer que li o livro antes de ver a série, mas o motivo que me levou a vê-la, foi o livro, e o motivo que me levou a ler o livro foi a série. No terceiro episódio eu já estava cheia de suspeitas e teorias e não aguentava mais esperar o final pra confirmar qualquer coisa, então mergulhei no livro e não me decepcionei.

Tenho que admitir que no começo eu não me senti muito confortável com a leitura e provavelmente vocês vão me julgar, quando eu disser o porquê. E eu já vou concordar que provavelmente isso me torna uma leitora terrível. A trama toda já é um suspense, mas ter uma terceira pessoa me contando tudo embola todo o meu cérebro (normalmente, já muito confuso). Livros em terceira pessoa demoram a ter um apelo em mim. E eu, bem inocente, já tava achando que ia ter terminado de ler tudo quando o próximo episódio saísse. Não foi assim. Mas, quando a coisa engrenou, ela literalmente foi pra frente.

Que livro incrível, gente! Sério, eu apenas queria dar um abraço de agradecimento na Liane.

A história das duas composições é mais ou menos a mesma, poucas coisas mudam, alguns personagens, algumas características físicas, geografia (já que o livro se passa na Austrália e por motivos que eu acho que deveriam ser óbvios ou não, a série se passa nos E.U.A), coisas assim.

A trama gira em torno de um grupo de mulheres, Madeline, Celeste e Jane. É verdade que existem outras mulheres com papel fundamental na trama, mas vou dizer apenas três “coisas” para vocês: Reese Whitesrpoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. Não eram bem coisas, mas se vocês vivem em algum lugar perto do Planeta Terra, já ouviram esses nomes e devem saber que eles falam por si. Elas respectivamente, vivem as três protagonistas da série, que acabam se aproximando por terem seus filhos entrando na mesma escola.

E por algum motivo a aproximação dessas três mulheres que são completamente diferentes uma da outra, é a causa de um assassinato, ou é assim, que as pessoas que são entrevistadas/ interrogadas ao longo da trama, fazem parecer.

Madeline é forte, criou a primeira filha sozinha, porque seu ex-marido era um idiota que não estava preparado para as responsabilidades de uma família, e mesmo tendo encontrado o amor com Ed, ela não conseguiu superar as coisas que seu ex fez. Principalmente agora, que ele formou uma família feliz com Bonnie e sua filinha Skye, e não ajuda que a menininha esteja matriculada na mesma classe que a filha mais nova de Madeline, Chloe.

Celeste é além de bonita, rica, com um marido aparentemente perfeito, lindos filhos gêmeos, teve uma boa carreira como advogada e agora é mãe em tempo integral.

Jane é uma mãe solteira, recém-chegada na cidade, ela tem um emprego como contadora e se dedica ao filho, Ziggy. Ela só não vai falar sobre o pai de Ziggy.

O filho de Jane acaba sendo acusado de agredir uma das coleguinhas de sala e Madeline se coloca incondicionalmente ao lado de Jane e aparentemente aí, é onde tudo começa.

Então, como eu disse lá em cima, Big Little Lies, aborda assuntos sérios, além de se tratar de um assassinato, fala de bullying e violência doméstica.

Agora, a fotografia e a trilha sonora da série são incríveis. Cada música mais incrível que a outra. Mesmo que a trama não fosse espetacular, talvez eu assistisse apenas pelas imagens deslumbrantes e a trilha sonora. Ouçam a trilha sonora. Mesmo.

Claro que nem tudo que está no livro está na série. Existem algumas coisas que eu achei fundamentais, que poderiam ter entrado na série, ou ainda, eu não sei, ter mais uns vinte capítulos? Hahahaha. Tudo bem, tudo bem, isso, foi só eu, sendo gananciosa.

Eu amei a série, mesmo. Acho que tudo foi impecável, não faltou nada. Mesmo o final que não é exatamente o mesmo do livro, me agradou bastante. E me surpreendeu. Não esperava por aquele desfecho, embora eu tivesse uma ideia.

Agora, pode ser que eu tenha ficado satisfeita apenas porque li o livro também, então eu sei e entendi, tudo que eu poderia ou precisava sobre a trama.

Mas essa trilha sonora ❤

E as imagens (não sou especialista, mas imagino que o termo certo, seja fotografia), são incríveis, muito luxo, mesmo. Quando penso em uma palavra pra descrever só consigo pensar em deslumbrante.

pgm capaSinopse:

Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre.
Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou?
Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada.
Madeline é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline.
Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade.
Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida.
Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre. Pais e professores têm impressões frequentemente contraditórias e a verdade fica difícil de ser alcançada.
Ao colocar em cena ex-maridos e segundas esposas, mãe e filhas, violência e escândalos familiares, Liane Moriarty escreveu um livro viciante, inteligente e bem-humorado, com observações perspicazes sobre a natureza humana.

Mas acho que é isso, se você por um acaso viu a série, recomendo fortemente que leia o livro, não é essencial, porque lá tem tudo o que você precisa saber, mas é mais como um complemento, muita coisa vai fazer sentido, tem muito a acrescentar.

E se você leu o livro e por um acaso do destino, não viu a série, é isso aí, dispa-se de quaisquer preconceitos sobre as adaptações e mergulhe na série sem medo.

Se você pessoa, não conhece nenhum dos dois, não perde tempo, comece por qualquer um dos dois, mas corre lá, porque Big Little Lies é o tipo de obra essencial para qualquer bom leitor ou seriador.

Ah, e se você já conhece ambas, deixa aqui nos comentários sua opinião.

É isso, beijão.

Cuidem- se, vocês.

Paz ❤